São Paulo, 7 de janeiro de 2026 – O Corinthians chegou a um acordo com o Santos Laguna, do México, para pagar US$ 6,2 milhões (cerca de R$ 33,4 milhões) e, assim, viabilizar a retirada do transfer ban imposto pela FIFA que impede o clube de registrar novos atletas.
O que estava em jogo
O Timão foi condenado pela FIFA ao pagamento de US$ 6,14 milhões, acrescidos de 15% de multa e juros anuais de 18%. A projeção inicial ultrapassava R$ 40 milhões. Com a negociação concluída nesta semana, a diretoria reduziu a exposição financeira e espera quitar o valor integral nos próximos dias, encerrando a punição que barra registros nacionais e internacionais.
Como o acordo foi viabilizado financeiramente
Para honrar o compromisso, o Corinthians utilizará parte do empréstimo de R$ 70 milhões firmado com a Liga Forte União (LFU). O montante será amortizado diretamente em cotas de TV a partir de 2026, a juros de CDI + 3% (cerca de 17,9% ao ano). O fluxo assegura liquidez imediata sem impactar o caixa operacional de início de temporada.
Raio-X das pendências corintianas
Dívidas FIFA (6 casos)
- Santos Laguna (MEX) – US$ 6,2 mi – em acordo final
- Matías Rojas – contrato integral já executado
- Rodrigo Garro – aguardando CAS
- Maycon – aguardando CAS
- José Martínez – aguardando CAS
- Charles – aguardando CAS
Dívidas CBF (CRND)
- Total: R$ 75 mi divididos em 24 parcelas trimestrais (6 anos)
- Parcelas adiantadas: R$ 7,2 mi pagos nesta semana (3ª de 24)
- Principais credores: Cuiabá (R$ 18 mi), Link Assessoria (R$ 22 mi), Jadson (R$ 13 mi), Balbuena (R$ 4,2 mi), Think Ball (R$ 3,5 mi)
Impacto imediato para o elenco
Sem o transfer ban, o Corinthians poderá protocolar contratos antes da abertura da janela nacional e internacional de 2026, evitando atrasos na inscrição de reforços para o Campeonato Paulista e para as fases iniciais da Copa do Brasil. A liberação também garante que atletas vindos do exterior sejam registrados no Boletim Informativo Diário (BID) imediatamente, fator crucial em plena pré-temporada.
Imagem: Internet
Estratégia esportiva em 2026
Com a punição prestes a cair, o departamento de futebol volta a priorizar carências identificadas em 2025 — sobretudo no meio-campo criativo e na lateral direita. A regularização das finanças também fortalece a imagem do clube em negociações, reduzindo pedidos de garantias bancárias de agentes e clubes vendedores.
Conclusão prospectiva: se o pagamento for efetivado nesta semana, o Timão iniciará 2026 sem bloqueios na FIFA nem na CBF, permitindo uma janela de transferências mais agressiva e alinhada aos objetivos traçados pela comissão técnica. A quitação abre espaço para novos investimentos e pode influenciar diretamente a competitividade do elenco nos torneios do primeiro semestre.
Com informações de ESPN Brasil