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    Corinthians paga R$ 7,2 milhões e tenta derrubar transfer ban na CBF

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    Quem? Sport Club Corinthians Paulista. O quê? Pagamento antecipado de R$ 7,2 milhões referente à terceira parcela do acordo no CNRD. Quando? Terça-feira, 6 de janeiro de 2026. Onde? São Paulo, com registro no painel da Câmara Nacional de Resolução de Disputas da CBF. Por quê? Para demonstrar boa-fé ao órgão e acelerar a suspensão do transfer ban que impede o clube de registrar atletas desde outubro de 2025.

    Por que o pagamento antecipado era estratégico?

    O Corinthians tinha até 17 de janeiro para quitar a terceira de 24 parcelas do acordo que totaliza R$ 75 milhões em dívidas correntes no CNRD. Ao antecipar o desembolso em 11 dias, a diretoria sinaliza ao painel que adotou a “mudança de postura” cobrada explicitamente pelo órgão após dois atrasos consecutivos nas parcelas anteriores.

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    A lógica é clara: sem a suspensão do bloqueio, o clube fica impossibilitado de inscrever reforços no BID da CBF por seis meses — período que inclui o Campeonato Paulista, as primeiras rodadas do Brasileirão e as fases preliminares da CONMEBOL Libertadores, caso se confirme a vaga via classificação nacional. A regularização, portanto, impacta diretamente a montagem do elenco de 2026.

    Raio-X das dívidas corintianas no CNRD

    Total renegociado: R$ 75 milhões
    Prazo de pagamento: 24 parcelas trimestrais (6 anos)

    • Cuiabá – R$ 18 mi (origem: compra do volante Raniele) – Parcela quitada: R$ 733 mil;
    • Link Assessoria (André Cury) – R$ 22 mi;
    • Jadson (ex-meia) – R$ 13 mi;
    • Balbuena (zagueiro) – R$ 4,2 mi;
    • Think Ball (Marcelo Robalinho) – R$ 3,5 mi;
    • José Parrales (agente) – R$ 2,5 mi;
    • Criciúma – R$ 1 mi;
    • Grêmio Osasco – R$ 1,6 mi;
    • ABC – R$ 250 mil;
    • União Suzano – R$ 42 mil;
    • Sociedade Esportiva Palmeirinha – R$ 50 mil.

    Fora do CNRD, o clube também parcelou R$ 41,2 milhões com representantes do meia Matías Rojas (parcela inicial de R$ 20,5 mi já quitada) e finaliza os detalhes do acordo com o Santos Laguna, do México, para zerar a pendência pela compra do zagueiro Félix Torres — caso relacionado ao transfer ban imposto pela FIFA.

    Impacto no planejamento de elenco para 2026

    Com o mercado de janeiro em movimento, cada dia de transfer ban representa menos margem para registrar reforços antes do início dos estaduais. O Departamento de Futebol monitora principalmente um volante de marcação e um atacante de lado para repor possíveis saídas; ambos já possuem pré-acordo salarial, mas dependem da liberação no BID.

    Além disso, o treinador precisa da regularização para oficializar atletas oriundos da base, sobretudo os que estouram idade no sub-20. Sem registros, o clube ficaria restrito a jogadores com contrato vigente, reduzindo a rotação e dificultando a implementação de variações táticas — ponto criticado na campanha de 2025.

    Calendário decisivo: até 15 de fevereiro, a CBF exige a inscrição dos elencos das competições estaduais; em abril, fecha a primeira janela internacional do Brasileirão. Cada etapa perdida eleva o risco de começar a temporada abaixo dos concorrentes diretos.

    Com a terceira parcela do CNRD paga e o acordo com o Santos Laguna em fase final, o Corinthians caminha para restabelecer sua capacidade de registro no BID antes da abertura oficial da temporada. Se confirmar o cronograma, o clube poderá inscrever reforços, liberar atletas da base e iniciar 2026 sem restrições que comprometeriam o desempenho esportivo e financeiro.

    Com informações de ESPN Brasil

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