Brasília, 01/02/2026 – O Corinthians derrotou o Flamengo por 2 a 0 no Estádio Mané Garrincha, conquistou sua primeira Supercopa do Brasil e encerrou a aguardada volta de Lucas Paquetá com uma vitória construída em bola parada, disciplina tática e um segundo tempo com VAR instável.
Como o Corinthians construiu a vantagem
O gol que abriu o placar aos 25 minutos do primeiro tempo sintetiza o plano corinthiano: intensidade nos duelos aéreos e aproveitamento máximo das bolas paradas. Após escanteio, Gustavo Henrique venceu Varela pelo alto e escorou para Gabriel Paulista finalizar de primeira. A jogada reforça a eficiência de um setor que, em 2025, foi responsável por 23% dos gols alvinegros em todas as competições oficiais, segundo levantamento da própria comissão técnica.
Com a vantagem, o Corinthians baixou o bloco defensivo e explorou transições rápidas com Breno Bidon, Memphis Depay e Yuri Alberto. O trio gerou três finalizações claras antes do intervalo, obrigando Rossi a duas defesas decisivas.
Expulsão de Carrascal e VAR instável mudam o roteiro
O lance revisado no intervalo – a cotovelada de Jorge Carrascal em Breno Bidon – alterou todo o contexto da segunda etapa. Com um jogador a menos, Filipe Luís precisou redesenhar o meio-campo rubro-negro, adiantando Arrascaeta e promovendo a entrada de Paquetá aos 12 minutos.
Mesmo em inferioridade numérica, o Flamengo quase empatou: Erick Pulgar acertou o travessão e Paquetá desperdiçou chance clara aos 48. Entre esses lances, o árbitro comunicou falha técnica no VAR, suspensão que durou parte do segundo tempo e limitou qualquer revisão adicional – um fator que aumenta a pressão sobre a CBF por protocolos de contingência.
Raio-X da decisão
- Gols: Gabriel Paulista (25’/1T) e Yuri Alberto (52’/2T)
- Expulsões: Carrascal (Flamengo, no intervalo)
- Impedimentos revisados: gol anulado de Memphis Depay por posição irregular milimétrica de Yuri Alberto
- VAR: funcionamento interrompido por falha técnica em parte da 2ª etapa, informado aos capitães
- Títulos na história da Supercopa: Corinthians 1 (2026); Flamengo permanece com 2 (2020 e 2021)
Impacto para Corinthians e Flamengo na temporada 2026
Corinthians – Além do troféu inédito, a vitória injeta moral antes de clássicos decisivos no Paulista (Palmeiras em 08/02) e estreia no Brasileirão contra o Red Bull Bragantino (12/02). O técnico António Oliveira reforça a aposta na bola parada: já são 4 gols dessa origem em 6 partidas oficiais no ano.
Imagem: Internet
Flamengo – A derrota expõe desequilíbrios defensivos nos duelos aéreos (6 gols sofridos por essa via desde o início de 2025) e gera questionamentos sobre o encaixe de Paquetá, que atuou por 33 minutos sem alterar o ritmo ofensivo. O calendário traz testes imediatos: Internacional (04/02) e estreia na Libertadores em março.
Conclusão prospectiva
A Supercopa abriu a temporada nacional ao mostrar que o Corinthians mantém evolução estrutural—principalmente na bola parada—enquanto o Flamengo terá de acelerar ajustes defensivos e integrar Paquetá ao modelo de Filipe Luís sob a pressão de um calendário apertado. O próximo clássico alvinegro e a resposta rubro-negra diante do Internacional serão termômetros importantes para medir se o título de Brasília foi um ponto fora da curva ou tendência para 2026.
Com informações de ESPN Brasil