São Paulo, 12 de janeiro de 2026 – Após regularizar dívidas com Santos Laguna e Matías Rojas para derrubar o transfer ban imposto pela Fifa, o Corinthians volta suas atenções a outro passivo: o pagamento de até US$ 7 milhões ao Talleres pela contratação do meia Rodrigo Garro. O clube aguarda a decisão da Corte Arbitral do Esporte (CAS) e negocia um acordo direto com os argentinos, agora sob a interlocução do recém-contratado executivo de futebol Marcelo Paz, elogiado pelo presidente do Talleres, Andrés Fassi.
Por que a dívida com o Talleres voltou ao centro do noticiário
Em 2024, a Fifa condenou o Corinthians a pagar US$ 3,6 milhões pela transferência de Garro, mais US$ 722,4 mil de indenização – valores que acumulam juros anuais de 18% desde janeiro daquele ano. Segundo o Talleres, o montante já se aproxima de US$ 7 milhões (R$ 37,6 milhões). Caso o clube paulista não chegue a um entendimento, um novo bloqueio para registrar jogadores é cenário possível.
O papel de Marcelo Paz nas tratativas
Marcelo Paz, ex-presidente do Fortaleza, assumiu a direção de futebol corintiana na última semana. Conhecido por executar acordos financeiros sustentáveis e manter boa relação com clubes sul-americanos, Paz recebeu elogios públicos de Andrés Fassi: “Pessoas preparadas, honestas e com visão”. A sinalização abre caminho para uma negociação menos litigiosa, reduzindo o risco de nova sanção esportiva.
Raio-X financeiro do Corinthians em 2026
- Transfer ban derrubado: pagamento de R$ 41,6 mi ao Santos Laguna (Ivan e Ramiro) + R$ 41,2 mi a Matías Rojas.
- Dívida com Talleres: originalmente US$ 4,3 mi; hoje estimada em US$ 7 mi com juros.
- Compromissos anuais: orçamento prevê despesas de R$ 600 mi, sendo R$ 200 mi em futebol profissional.
- Receita projetada 2026: R$ 1 bilhão (inclui naming rights, TV e bilheteria), segundo balanço preliminar.
Impacto tático: por que Garro segue relevante
Apesar da pendência, Rodrigo Garro foi utilizado em 41 partidas de 2025, contribuindo com 7 gols e 10 assistências. Atuando como meia-central no 4-2-3-1, seu índice de criação de grandes chances (0,34 por jogo) liderou o elenco. A regularização do débito não altera a inscrição do atleta, mas garante tranquilidade para futuras contratações – sobretudo para posições apontadas como carentes, como lateral direita e primeiro volante.
O que vem a seguir
A diretoria aguarda o julgamento no CAS, mas trabalha em paralelo por um acordo extrajudicial com o Talleres. Caso o entendimento avance, o Corinthians planeja parcelar a dívida em até 36 meses, utilizando receitas de bilheteria da Neo Química Arena e antecipação de cotas de TV.
Imagem: Internet
No curto prazo, a sequência inclui o dérbi contra o Palmeiras, partida em que Marcelo Paz pretende apresentar um plano de transparência financeira ao conselho deliberativo. Dessa forma, a conclusão positiva das tratativas com o Talleres pode ser decisiva para liberar espaço no orçamento, reforçar o elenco na próxima janela e consolidar o discurso de responsabilidade fiscal da nova gestão.
Com informações de ESPN Brasil