Quem: Sport Club Corinthians Paulista e a montadora chinesa BYD.
O quê: assinatura de contrato de patrocínio válido até dezembro de 2026.
Quando: anunciado em 11 de março de 2024.
Onde: São Paulo, na Neo Química Arena e canais oficiais do clube.
Por quê: reforçar a receita de marketing, equilibrar as finanças e abrir margem para investimento no elenco.
Detalhes do acordo Corinthians-BYD
Após duas ações pontuais — na final da Copa do Brasil 2023 e na decisão da Supercopa Rei 2024 —, a BYD firmou contrato fixo para ocupar o espaço dos ombros do uniforme corintiano. Embora os valores não tenham sido oficializados, fontes ligadas à negociação estimam entre R$ 20 milhões e R$ 30 milhões pelo triênio restante (2024-2026).
Contexto financeiro: por que o patrocínio era prioridade
O departamento de marketing projeta R$ 255 milhões em receitas com patrocínios na temporada 2024. A cifra é estratégica para:
- Quitar pendências salariais e direitos de imagem do elenco profissional;
- Cumprir acordos com fornecedores e agentes de atletas;
- Ampliar o orçamento destinado a reforços nas próximas janelas de transferência.
Desde o fim abrupto do contrato com a VaideBet, em janeiro, o clube acelerou a prospecção de parceiros. A chegada da BYD se soma a outros acordos recentes — caso do master com a Pixbet — e contribui para diversificar a carteira de patrocinadores.
Raio-X das receitas de marketing do Corinthians em 2024*
- Patrocinador master (Pixbet): R$ 40 mi/ano (até 2026)
- Manga da camisa: R$ 12 mi/ano
- Barra traseira: R$ 8 mi/ano
- Novo ombro (BYD): estimados R$ 10 mi a R$ 15 mi/ano
- Propriedades digitais, placas de campo e ativações: R$ 25 mi/ano
- Total potencial 2024: R$ 255 mi (meta interna)
*Valores aproximados a partir de relatórios financeiros públicos e estimativas de mercado.
Impacto esportivo: como a verba pode refletir no campo
A diretoria planeja destinar parte do incremento de caixa para reforçar setores carentes, sobretudo o sistema defensivo, que sofreu 51 gols em 38 rodadas do Brasileirão 2023 (média de 1,34 por jogo). Com mais liquidez, o Corinthians ganha poder de barganha para:
Imagem: Reprodução.
- Negociar a compra em definitivo de atletas que hoje estão por empréstimo;
- Aumentar o teto salarial em eventuais renovações de peças-chave;
- Investir em infraestrutura de base, reduzindo dependência do mercado.
O Corinthians na vitrine da mobilidade elétrica
A BYD, líder global em veículos elétricos, aposta no alcance nacional da torcida corintiana — estimada em cerca de 30 milhões de torcedores segundo o Datafolha — para consolidar sua marca no país. Para o clube, associar-se a uma empresa de tecnologia limpa fortalece o posicionamento de sustentabilidade iniciado com a instalação de placas solares na Neo Química Arena em 2022.
Próximos passos: o contrato já prevê ativações conjuntas no clássico contra o São Paulo, em 7 de abril, quando a empresa promoverá test-drives de carros elétricos no estacionamento da arena. Enquanto isso, o departamento de futebol trabalha com a meta de anunciar ao menos um zagueiro antes do início do Brasileirão, usando parte da verba recém-assegurada.
Com a consolidação do acordo com a BYD, o Corinthians atinge um patamar de arrecadação que o coloca entre as três maiores receitas de marketing do país em 2024. A expectativa é de que esse fôlego financeiro se traduza em competitividade esportiva já na próxima janela de transferências, elemento que permanecerá no radar dos torcedores e do mercado.
Com informações de Sou Timão