Presidente do Corinthians não garante permanência de Memphis no clube e manda recado ao atleta

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São Paulo (SP) – O presidente do Corinthians, Osmar Stabile, revelou nesta semana que a permanência de Memphis Depay no clube está condicionada a um novo acordo financeiro. O holandês, que tem contrato até julho de 2026 e recebe mais de R$ 3 milhões mensais, convive com uma dívida corintiana superior a R$ 40 milhões relativa a luvas, direitos de imagem e premiações. Sem a entrada imediata de patrocinadores ou a aceitação de um corte salarial “drástico”, o atacante já pode assinar um pré-contrato com qualquer equipe a partir de janeiro de 2026.

Por que o Corinthians avalia reduzir custos agora?

A diretoria estima que, mantidos os moldes atuais, Memphis representará um impacto bruto superior a R$ 150 milhões na folha até o fim do vínculo. O valor engloba salários futuros, encargos trabalhistas e o passivo já existente. Em cenário de receitas pressionadas — o clube terminou 2023 com déficit operacional de R$ 128 milhões, segundo balanço publicado em abril — eliminar ou reestruturar esse contrato virou prioridade.

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O que Memphis ainda entrega em campo

Mesmo aos 30 anos, o camisa 11 segue como peça de titularidade quase incontestável. Em 2024, ele foi utilizado tanto como false nine quanto aberto pela esquerda, funções que valorizam sua capacidade de criação — na carreira, registra médias superiores a 2,0 passes-chave e 3,5 finalizações a cada 90 minutos, de acordo com dados compilados por plataformas de estatísticas internacionais.

Para um Corinthians que terminou o Brasileirão 2023 com o 12.º ataque (40 gols em 38 rodadas), a presença de Memphis expandiu o repertório ofensivo, sobretudo em jogos de transição curta. Perder o holandês recolocaria pressão sobre um setor que ainda busca soluções internas para a saída de Róger Guedes no ano passado.

Raio-X financeiro do contrato

  • Salário mensal: > R$ 3 milhões
  • Dívida atual (luvas + imagem + bônus): R$ 40 milhões
  • Duração restante: 25 meses (até julho/2026)
  • Custo potencial até o fim do vínculo: ~ R$ 150 milhões
  • Percentual da folha 2024: 18 % (estimativa)

Cenários possíveis a partir de 2025

1. Renovação com redução salarial – Passa pela atração de parceiros comerciais que banquem parte dos vencimentos. O clube já negocia com marcas do segmento de apostas esportivas para naming rights do CT, o que poderia liberar verba.

2. Venda antecipada – Caso chegue oferta estrangeira em janeiro, o Timão cogita liberar o jogador para reduzir o passivo. A projeção interna é de recuperar ao menos 50 % do investimento total.

Presidente do Corinthians não garante permanência de Memphis no clube e manda recado ao atleta - Imagem do artigo original

Imagem: Marcos Ribolli

3. Permanência sem ajuste – Considerada “pouco provável” nos bastidores, dependeria de avanço às fases finais da Libertadores para ampliar receitas de premiação e bilheteria.

Impacto técnico em 2024 e na montagem do elenco para 2025

Em curto prazo, a indefinição não altera o plano de Antônio Oliveira, que conta com Memphis como referência ofensiva nas quartas de final da Copa do Brasil. No entanto, a diretoria já monitora o mercado para o caso de saída: o scouting traçou perfis de atacantes multifuncionais que atuem também centralizados, pois Yuri Alberto pode ser negociado no meio do ano europeu.

Conclusão prospectiva – A decisão sobre Memphis Depay funcionará como termômetro da política financeira alvinegra: segurar o astro exigirá engenharia de patrocínio e corte em outras áreas; perdê-lo ampliará a pressão por reposição de impacto imediato. O desfecho, previsto para o fim da temporada, tende a marcar o tom do planejamento corintiano para 2025.

Com informações de Sou Timão

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