São Paulo, 4 de novembro de 2025 — O executivo de futebol Fabinho Soldado apresentou nesta terça-feira, no CT Joaquim Grava, o planejamento do Corinthians para a temporada 2026. O documento, entregue ao presidente Osmar Stabile, parte de dois cenários: a manutenção ou a remoção do transfer ban imposto pela FIFA em 12 de agosto, além da possibilidade de o clube disputar — ou não — a próxima CONMEBOL Libertadores.
Por que o transfer ban dita o ritmo de 2026
O Corinthians está impedido de registrar novos jogadores por conta de uma dívida de cerca de R$ 40 milhões com o Santos Laguna (MEX), referente à contratação do zagueiro Félix Torres. A diretoria trabalha para quitar o valor em dezembro. Caso isso ocorra antes da abertura da janela, o clube poderá reforçar setores considerados carentes, sobretudo as laterais e o meio-campo de criação.
Mercado: lista de alvos já em negociação
Mesmo sem a garantia de liberação, o departamento de futebol abriu conversas preliminares com agentes e clubes. A estratégia é avançar na coleta de documentação e nos acordos salariais para acelerar eventuais inscrições assim que a punição for revogada. Se o ban persistir, o planejamento prevê a promoção de atletas das categorias de base, aproveitando a geração campeã da Copa São Paulo de 2025.
Raio-X financeiro e esportivo
Débito a quitar: R$ 40 milhões (Santos Laguna)
Data do transfer ban: 12/08/2025
Previsão de pagamento: dezembro/2025
Próximos compromissos:
- Red Bull Bragantino (F) – 05/11, 19h – Brasileirão
- Ceará (C) – 09/11, 16h – Brasileirão
- São Paulo (C) – data a definir – Brasileirão
Libertadores em jogo: qual o impacto da vaga?
O relatório trata a classificação à Libertadores como ponto de inflexão no orçamento. Participar da fase de grupos pode adicionar, segundo projeções de premiação da CONMEBOL, cerca de US$ 3 milhões aos cofres corintianos apenas em cota de participação, valor que abasteceria a folha salarial em 2026 e aumentaria a margem para contratações.
Fabinho Soldado: confiança interna para liderar a transição
Mesmo sob pressão de grupos políticos no Parque São Jorge, Fabinho Soldado foi mantido no cargo. Nos bastidores, o dirigente tem a aprovação do elenco principal e é apontado como peça-chave na reestruturação iniciada após a temporada 2024, quando o clube iniciou cortes de gastos e renegociação de dívidas.
Imagem: Internet
Próximos passos
O Corinthians agora concentra esforços em três frentes: encerrar a dívida com o Santos Laguna, garantir a vaga na Libertadores via Brasileirão e finalizar mapeamentos de mercado para posições estratégicas. O desfecho desses pontos nas próximas semanas definirá o grau de agressividade corintiana na janela de janeiro.
Perspectiva: Se o pagamento for confirmado e o ban cair, o departamento de futebol terá cerca de 30 dias para inscrever reforços. Caso contrário, a temporada 2026 começará com um elenco que dependerá do bom aproveitamento da base e da manutenção de atletas-chave.
Com informações de ESPN Brasil