São Paulo, 14 de junho de 2026 – Atendendo a uma solicitação direta do técnico Dorival Júnior, o Corinthians abriu conversas com o Shakhtar Donetsk para tentar a contratação, por empréstimo com opção de compra, do atacante Lucas Ferreira, revelado pelo São Paulo. O clube ucraniano rejeitou a primeira proposta, mas a diretoria alvinegra estuda uma segunda investida nos próximos dias.
Por que o Timão quer Lucas Ferreira agora?
Desde a chegada de Dorival, o Corinthians deu prioridade à recomposição das pontas. O elenco conta hoje com nomes como Romero e Wesley, mas a comissão técnica busca um jogador de explosão pelos lados para acelerar transições ofensivas e ampliar o leque de jogadas de um-contra-um. Na avaliação interna, Lucas Ferreira encaixa nesse perfil: ponta de origem, destro, veloz e habituado a atuar aberto, seja no 4-3-3 ou no 4-2-3-1.
O perfil tático do ex-São Paulo
Aos 19 anos, Lucas se notabilizou nas categorias de base tricolores pela aceleração em curta distância e capacidade de infiltração sem bola – características valorizadas no modelo de Dorival, que prioriza amplitude e profundidade. Embora ainda em processo de desenvolvimento, o atacante já demonstra boa taxa de acerto em dribles no terço final e finalização de média distância, atributos escassos no atual plantel corintiano.
Situação contratual e formato de negócio
O Shakhtar Donetsk adquiriu Lucas Ferreira em 2025, logo após sua transição para o profissional, e costura contratos longos para valorizar jovens talentos. A oferta inicial do Timão – empréstimo de uma temporada com opção de compra – foi recusada. Internamente, trabalha-se com duas alternativas:
- Empréstimo pago, incluindo cláusula de minutagem obrigatória;
- Compra de percentual menor dos direitos econômicos (por volta de 50%).
A diretoria entende que qualquer acordo definitivo exigirá compensação financeira superior à primeira abordagem e, possivelmente, bônus por metas esportivas.
Raio-X: impacto potencial no elenco alvinegro
- Idade / Perfil: 19 anos, categoria sub-20 da Seleção Brasileira, ponta direito.
- Minutos em 2025/26 pelo Shakhtar: 18 partidas (11 como titular) – dados de competições locais e Liga Europa.
- Participações em gol: 3 gols + 4 assistências; média de 0,39 participação por jogo.
- Dribles certos (por 90 min): 4,1 – estatística líder entre brasileiros sub-20 na Ucrânia.
- Situação do setor no Corinthians (Brasileirão 2025): 6 gols originados de jogadas de linha de fundo, 14º melhor índice da Série A.
Esses números evidenciam a lacuna que Dorival deseja preencher: maior agressividade nas jogadas de ponta para elevar a produtividade ofensiva.
Imagem: Reprodução.
O que muda nos próximos jogos?
Se a negociação avançar a tempo, Lucas Ferreira poderia ser inscrito na fase de grupos da Libertadores e nas oitavas da Copa do Brasil, competições que exigem elenco profundo para rotação. Sem o reforço, Dorival precisará manter improvisações entre Romero, Yuri Alberto aberto pela direita e Pedrinho em recuperação física.
Conclusão prospectiva: a busca por Lucas Ferreira sinaliza uma estratégia clara do Corinthians para acelerar o jogo pelos lados e reduzir a dependência de atacantes mais físicos. A eventual segunda proposta indicará o grau de prioridade que a diretoria dará ao pedido de Dorival; por outro lado, a resistência do Shakhtar pode inflacionar o custo e empurrar o Timão a alternativas no mercado sul-americano. A janela fecha em quatro semanas – prazo que ditará o ritmo dos próximos capítulos dessa negociação.
Com informações de Sou Timão