Belo Horizonte (18/09/2025) — Em entrevista ao Charla Podcast, o ex-zagueiro Cris afirmou que o Cruzeiro foi decisivo para a formação de sua identidade em campo e relembrou a conquista da Copa do Brasil de 2000, seu primeiro título nacional pelo clube mineiro.
Da base corintiana à consolidação celeste
Formado no Corinthians, Cris revelou que chegou a Belo Horizonte “com o espírito guerreiro”, mas carecia de maior refinamento técnico e tático. Segundo o ex-defensor, o trabalho diário na Toca da Raposa entre 1999 e 2004 foi “fundamental” para transformar potencial em desempenho de elite, garantindo a ele espaço entre os principais zagueiros do país no início dos anos 2000.
A Copa do Brasil de 2000: roteiro de um título marcante
Na campanha do troféu, o Cruzeiro eliminou Athletico, Botafogo e Santos antes de enfrentar o São Paulo de Rogério Ceni. Após empate sem gols no Morumbi, o jogo de volta recebeu 73 mil torcedores no Mineirão. O Tricolor saiu na frente com Marcelinho Paraíba, mas Fábio Júnior e Geovanni viraram, garantindo o placar de 2 × 1 e o segundo título de Copa do Brasil da história cruzeirense.
Raio-X de Cris no Cruzeiro
Período: 1999 – 2004
Títulos conquistados: 9 (Copa do Brasil 2000 e 2003; Copa Sul-Minas 2001 e 2002; Campeonato Mineiro 2003 e 2004; Campeonato Brasileiro 2003; Recopa Sul-Americana 1998; Copa Centro-Oeste 1999).
Partidas oficiais*: 198
Gols marcados*: 13
*números compilados de bases públicas de estatísticas do Cruzeiro.
Impacto histórico para a Raposa
O discurso de Cris reforça a relevância da Copa do Brasil no DNA competitivo do Cruzeiro — clube recordista do torneio com 6 conquistas (1993, 1996, 2000, 2003, 2017 e 2018). Ao citar a pressão por vitórias “todo jogo”, o ex-zagueiro expõe a cultura de mata-mata que sustentou o período mais vitorioso da Raposa.
Imagem: Reprodução
Legado para as gerações atuais
A lembrança chega em momento oportuno: o atual elenco celeste conta com zagueiros formados na base, como João Marcelo e Paulo, que podem se espelhar na trajetória de Cris. A direção de futebol, hoje comandada por Alexandre Mattos, mantém a estratégia de mesclar pratas-da-casa com atletas experientes, buscando recuperar o protagonismo nacional a partir de 2026.
Conclusão prospectiva: Ao revisitar a saga de 2000, Cris não apenas celebra o passado, mas sinaliza aos torcedores e ao vestiário que a mentalidade vencedora da Raposa foi construída em fundações sólidas. O depoimento serve de combustível emocional para a próxima participação do clube na Copa do Brasil, competição que segue sendo atalho relevante para vagas em Libertadores e reforço de caixa. Fica a expectativa de que o exemplo do ex-zagueiro inspire o atual grupo a repetir, em curto prazo, a tradição de levantar taças nos torneios de mata-mata.
Com informações de Diário Celeste