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    Cris exalta torcida do Cruzeiro e explica briga com goleiro do Atlético no clássico; veja

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    Belo Horizonte (19.set.2025) – Em entrevista ao Charla Podcast, o ex-zagueiro Cris, campeão da Tríplice Coroa em 2003, recordou o episódio de briga com o goleiro Eduardo, do Atlético-MG, na final do Campeonato Mineiro de 2004 e aproveitou para enaltecer a presença maciça da torcida do Cruzeiro nas grandes conquistas do clube.

    Entenda o episódio de 2004

    Segundo Cris, o estopim aconteceu no segundo jogo da decisão estadual de 2004. Após ser expulso logo no início da partida que terminou 1 x 0 para o Atlético, o zagueiro pegou duas “latinhas de fumaça” jogadas ao gramado e as lançou para o alto, no setor que separa as torcidas. A tocha caiu na parte alvinegra e, ainda dentro de campo, o goleiro Eduardo aplicou uma gravata no defensor, iniciando a confusão.

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    O Tribunal de Justiça Desportiva de Minas Gerais suspendeu Cris por nove meses, convertendo três em doação de cestas básicas. Durante o gancho, o Lyon procurou o jogador para substituir Edmílson, recém-vendido ao Barcelona, e o transferiu antes do início do Brasileirão daquele ano.

    Raio-X de Cris no Cruzeiro

    • Período no clube: 1999–2004
    • Jogos: 234*
    • Gols: 13*
    • Títulos: 9 (Brasileiro 2003, Copa do Brasil 2000 e 2003, Sul-Minas 2001 e 2002, Mineiro 2003 e 2004, Recopa Sul-Americana 1998, Copa Centro-Oeste 1999)

    *números aproximados com base em estatísticas públicas.

    O peso da torcida celeste nas campanhas vitoriosas

    Cris destacou que a Nação Azul foi determinante em torneios como a Copa do Brasil de 2000 e a histórica Tríplice Coroa de 2003. Não por acaso, o Cruzeiro liderou a média de público do Brasileirão daquele ano (33,1 mil pagantes), impulsionando a equipe de Vanderlei Luxemburgo a alcançar 100 pontos em 46 rodadas – até hoje a melhor campanha na era dos pontos corridos com 24 clubes.

    Impacto para o Clássico Mineiro hoje

    Embora o episódio tenha ocorrido há mais de duas décadas, ele ilustra a tensão permanente do maior clássico de Minas. Em 2025, as equipes voltam a se encontrar na fase de mata-mata do Estadual. O histórico de Cris serve de alerta sobre como provocações podem escalar rapidamente e influenciar suspensões, algo que os atuais elencos tentam evitar diante de um calendário apertado.

    Para o torcedor cruzeirense, as declarações do ex-capitão reforçam a identidade de “time copeiro” e a importância do apoio mesmo nos momentos de instabilidade – um ativo que o técnico Nicolás Larcamón vem enfatizando ao buscar equilíbrio defensivo após sofrer média de 1,1 gol por jogo na Série A de 2024.

    Próximos capítulos: o Cruzeiro encara o Atlético novamente em março, pela decisão do Troféu Inconfidência. A expectativa é de casa cheia e protocolos de segurança reforçados, enquanto a diretoria celeste negocia a contratação de um zagueiro para substituir Neris, lesionado. O histórico de Cris ressurge como lembrete de que disciplina e apoio da torcida podem ser diferenciais decisivos.

    Com informações de Diário Celeste

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