Glasgow (Escócia), 27 out 2024 – Celtic, Rangers e Aberdeen perderam na quinta-feira pelas competições da UEFA, resultado que aprofunda a pior campanha de coeficiente do futebol escocês desde 2012 e pode reduzir de cinco para quatro o número de representantes nacionais nos torneios continentais em 2026.
O que aconteceu na rodada europeia
Celtic 1 × 2 Sporting Braga (Europa League) – Celtic Park
O atual campeão escocês saiu na frente, mas cedeu a virada e ainda teve um gol anulado que gerou controvérsia. A estreia em casa ocorreu com parte da torcida em protesto, e o clube permanece sem pontos após duas rodadas.
Sturm Graz 2 × 1 Rangers (Europa League) – Merkur Arena
O vice-campeão nacional também chegou a estar empatado, porém sofreu o gol decisivo no segundo tempo e, assim como o rival de Glasgow, segue zerado no grupo.
Shakhtar Donetsk 3 × 2 Aberdeen (Conference League) – Volksparkstadion (Hamburgo)
Os Dons abriram 2 × 1, mas viram os ucranianos virarem na reta final. Embora competitivo, o resultado agrava o cenário coletivo do país.
Por que essas derrotas pesam tanto?
O coeficiente da UEFA determina quantas vagas cada país possui e em quais fases elas são distribuídas. A Escócia:
- É 40ª colocada na pontuação da temporada 2024/25;
- Caiu para 18º lugar no ranking quinquenal (2019-2024) – atrás de Chipre;
- Precisa chegar ao 14º posto para manter cinco vagas (1 Champions direta + 1 Champions prévia + 1 Europa + 2 Conference). Caso contrário, cairá para quatro vagas em 2026/27.
Raio-X das estatísticas
Desempenho 2024/25 – clubes escoceses
- Jogos disputados: 8
- Vitórias: 1
- Empates: 1
- Derrotas: 6
- Gols marcados: 9
- Gols sofridos: 15
- Coeficiente somado na temporada: 1,600 ponto (penúltimo entre as 55 federações)
Impacto futuro para cada clube
Celtic – Precisará de, no mínimo, duas vitórias em quatro jogos para evitar eliminação direta na fase-liga da Europa League. Um retorno às oitavas seria crucial para recuperar pontos de coeficiente perdidos desde a campanha de oitavas da Champions em fevereiro contra o Bayern.
Imagem: Internet
Rangers – Especialista em mata-mata recente (vice da Europa League em 2022), o clube agora corre contra o tempo. Manter a média de 2,1 gols sofridos por partida inviabiliza a repetição de campanhas longas.
Aberdeen – Embora na Conference League, a chave ainda oferece confrontos diretos contra adversários de menor ranking. Somar vitórias é vital não só para a própria classificação, mas também para ajudar o país a frear a queda.
O que a seleção tem a ver com isso?
A pausa internacional de novembro traz a Escócia, líder de seu grupo nas Eliminatórias da Euro, de volta aos holofotes. Resultados positivos da equipe de Steve Clarke – que conta com nomes consolidados em ligas estrangeiras, como John McGinn (Aston Villa) – ajudam a preservar a percepção externa de competitividade do futebol escocês, ainda que o cenário de clubes seja negativo.
Conclusão prospectiva
Se o atual ritmo for mantido, a Escócia viverá em 2026/27 o seu pior cenário europeu em mais de uma década, obrigando campeões nacionais a passarem por três fases qualificatórias da Champions. A próxima janela continental, em novembro, será decisiva: qualquer ponto conquistado pode significar a diferença entre permanecer no top-15 da UEFA ou iniciar um ciclo de estagnação mais profundo.
Com informações de BBC Sport