Nottingham, 19 de fevereiro de 2026 – Edu Gaspar, diretor executivo contratado pelo Nottingham Forest em julho de 2025, foi gradualmente afastado das principais decisões do clube e, segundo o jornal The Telegraph, sua saída ao fim da temporada é considerada praticamente certa.
Como Edu Gaspar perdeu voz dentro do Forest
De acordo com a publicação britânica, o brasileiro deixou de ser consultado em temas-chave nas últimas semanas. O episódio mais simbólico ocorreu na demissão de Sean Dyche: a decisão partiu diretamente do proprietário Evangelos Marinakis após reclamações de atletas experientes, sem qualquer participação de Edu. A mesma dinâmica já havia acontecido anteriormente, na saída de Nuno Espírito Santo e na breve passagem de Ange Postecoglou.
Trocas de técnicos expuseram o desgaste interno
Desde que Edu chegou, o Forest utilizou três treinadores diferentes. A instabilidade no comando técnico reduziu a capacidade de executar um planejamento de médio prazo, pilar defendido pelo executivo desde os tempos em que atuou na CBF e no Arsenal. A sequência de mudanças aumentou a pressão por resultados imediatos, cenário que intensificou o atrito entre direção e departamento de futebol.
Raio-X do investimento: 200 milhões de libras ainda sem retorno
Valor investido 2025/26: 200 milhões de libras (cerca de R$ 1,4 bilhão) em reforços e compensações a treinadores.
Principais contratações citadas pelo Telegraph:
- Oleksandr Zinchenko (ex-Arsenal) – não se firmou como titular; desempenho abaixo do esperado na lateral esquerda.
- Douglas Luiz (meio-campista brasileiro) – oscilação física e técnica, sem impacto decisivo no meio-campo.
Com 27 pontos, o Nottingham Forest ocupa a 17ª posição da Premier League, última fora da zona de rebaixamento. O regulamento rebaixa os três últimos colocados; portanto, qualquer oscilação pode levar o clube à Championship.
Impacto tático da chegada de Vítor Pereira
Contratado como “última cartada”, Vítor Pereira tende a adotar o 4-2-3-1 que marcou seus trabalhos recentes. O modelo busca:
Imagem: Internet
- Maior densidade pelo corredor central – tentativa de potencializar Douglas Luiz.
- Saída curta com laterais por dentro – conceito que pode dar sobrevida a Zinchenko.
- Pressão pós-perda – ajuste compatível com o perfil físico do elenco.
Sem a presença ativa de Edu Gaspar nas tratativas, o treinador português responde diretamente a Marinakis, reforçando a leitura de que o executivo perdeu espaço institucional.
O que esperar dos próximos capítulos
Com dez jogos restantes, qualquer definição sobre o futuro do diretor brasileiro deve ocorrer somente após a confirmação ou não da permanência na elite. Uma eventual queda acelera o processo de reformulação administrativa; se a permanência for alcançada, o clube precisará decidir entre reestruturar o departamento de futebol ou iniciar um novo projeto esportivo do zero.
Conclusão prospectiva: a tendência, segundo o Telegraph, é de ruptura. Caso a saída se confirme, o Nottingham Forest terá de redesenhar sua estrutura executiva em pleno mercado de verão europeu, enquanto luta para sanar o impacto financeiro de um investimento robusto sem retorno em campo.
Com informações de ESPN Brasil