Rennes anunciou nesta semana a demissão do técnico Habib Beye e de toda sua comissão técnica após uma série de cinco jogos sem vitória na Ligue 1, enquanto o zagueiro Jeremy Jacquet, já negociado com o Liverpool para julho, sofreu uma lesão séria no ombro que pode exigir cirurgia e o tirará de ação por várias semanas.
Por que o Rennes dispensou Habib Beye?
Desde o triunfo por 2 × 0 sobre o Lille em 3 de janeiro, o time rubro-negro acumulou um empate com o Le Havre e quatro derrotas consecutivas para Lorient, Monaco, Marseille e Lens, com placar agregado de 12 × 1. A queda de rendimento deixou o clube estacionado na 6ª colocação — última que ainda mantém esperança de vaga europeia — e acendeu o alerta na diretoria.
Em comunicado oficial, o Rennes informou que os treinamentos profissionais passarão a ser conduzidos interinamente por Sebastien Tambouret, Pierre-Alexandre Lelievre e Maxime Le Marchand “até nova determinação”. O próximo compromisso é justamente contra o líder PSG, teste de fogo para a comissão provisória.
Raio-X da crise: números que explicam o momento
- 5 jogos sem vencer: 1 empate e 4 derrotas.
- 12 gols sofridos e apenas 1 marcado nesse recorte.
- Defesa vazada: média de 2,4 gols contra por partida nesse período, bem acima dos 1,2 da campanha geral.
- Posição atual: 6º lugar, a 3 pontos da zona da Conference League.
- Temporada passada: 12º lugar e ausência em competições europeias 2023/24.
Lesão de Jeremy Jacquet: impacto imediato na zaga
Jacquet, 22 anos, deixou o gramado com fortes dores no ombro e, segundo o ex-técnico Beye, “trata-se de algo bastante sério”. O jornal L’Équipe revela receio interno de necessidade de cirurgia, cenário que colocaria em risco sua participação no restante da temporada.
Para o Rennes, a perda é estratégica: Jacquet é o zagueiro com maior taxa de duelos aéreos ganhos (68 %) no elenco e líder em interceptações por 90 minutos (2,3). A alternativa imediata deve ser a utilização de Christopher Woo ao lado de Arthur Theate, mas a consistência do setor já vinha sendo questionada antes da lesão.
Repercussão em Anfield: o que muda para o Liverpool
O acordo de €60 milhões (aprox. US$83 mi) garante a chegada de Jacquet em 1º de julho, mas o Liverpool acompanha atentamente o processo de recuperação. O clube inglês enfrenta uma própria escassez defensiva: Joe Gomez ainda não tem retorno confirmado, enquanto Conor Bradley, Jeremie Frimpong e Giovanni Leoni permanecem indisponíveis. A suspensão de Dominik Szoboszlai após cartão vermelho contra o Manchester City também agrava a gestão de elenco.
Imagem: Neal Simps
O departamento médico de Anfield trabalhará em conjunto com o Rennes para ter relatórios detalhados, já que um eventual procedimento cirúrgico poderia comprometer a pré-temporada 2025/26 do jogador sob comando de Jürgen Klopp.
O que vem a seguir?
Sem tempo para ajustes, o Rennes encara o PSG já no fim de semana. Uma nova derrota pode aprofundar a crise e acelerar a escolha definitiva do próximo treinador. Paralelamente, a evolução clínica de Jacquet se torna peça-chave: se o zagueiro voltar antes do fim de maio, ainda poderá ajudar na corrida por vaga europeia; em caso de cirurgia, o Rennes terá de redefinir sua estrutura defensiva e o Liverpool observará de longe o cronograma de reabilitação.
Em resumo, a combinação de instabilidade técnica e ausência de seu principal defensor coloca o Rennes diante de um desafio duplo: estancar a sequência negativa na Ligue 1 e manter viva a esperança de retorno às competições continentais. Do outro lado do Canal da Mancha, o Liverpool monitora cada boletim médico, pois o desempenho de Jacquet neste semestre carregará reflexos diretos sobre sua integração em Anfield na próxima temporada.
Com informações de Liverpool.com