Cristiano Ronaldo aparece, mais uma vez, como o jogador de futebol mais bem pago do planeta. Segundo ranking divulgado pela Forbes nesta semana, o atacante do Al-Nassr somará US$ 280 milhões em 2025, contabilizando salários, bônus e acordos de publicidade.
Quem ganha (e quanto) em 2025
O top-10 da Forbes evidencia a disparidade de receitas no futebol global:
1. Cristiano Ronaldo (Al-Nassr) – US$ 280 mi
2. Lionel Messi (Inter Miami) – US$ 130 mi
3. Karim Benzema (Al-Ittihad) – US$ 104 mi
4. Kylian Mbappé (Real Madrid) – US$ 95 mi
5. Erling Haaland (Manchester City) – US$ 85 mi
6. Mohamed Salah (Liverpool) – US$ 55 mi
7. Sadio Mané (Al-Nassr) – US$ 54 mi
8. Vinicius Júnior (Real Madrid) – US$ 60 mi*
9. Jude Bellingham (Real Madrid) – US$ 44 mi
10. Lamine Yamal (Barcelona) – US$ 43 mi
*40 mi em salário + 20 mi em publicidade
Por que Cristiano Ronaldo segue isolado no topo?
O vínculo de CR7 com o Al-Nassr, assinado no fim de 2022, tornou-se o maior contrato já registrado no esporte coletivo. A combinação de salário base elevado – estimado em US$ 200 mi anuais – e um portfólio publicitário que continua crescendo (Nike, Binance, Talabat, entre outros) mantém o português com larga vantagem. Mesmo aos 39 anos em 2025, ele sustenta a maior audiência nas redes sociais entre atletas (mais de 850 milhões de seguidores somados), fator determinante para multiplicar receitas de marketing.
A influência das ligas emergentes na escalada salarial
O efeito “Nova Onda Saudita” é visível: três dos cinco primeiros colocados atuam na SPL (Saudi Pro League). O fundo soberano saudita subsidia contratos robustos na estratégia de internacionalizar o campeonato, o que pressiona clubes europeus a revisarem suas ofertas salariais – um movimento semelhante ao que a MLS vive com Messi no Inter Miami.
Raio-X financeiro: salário vs. publicidade
• CR7: 71% salário, 29% publicidade
• Messi: 46% salário, 54% publicidade – impulsionado por parcerias com Apple e Adidas
• Vini Jr.: 67% salário, 33% publicidade – acordos com Nike, EA Sports e PepsiCo
• Lamine Yamal: 58% salário, 42% publicidade – destaque para contratos com Nike e Cupra
A dependência de receitas comerciais é maior em jogadores que atuam em ligas com tetos salariais ou sem subsídio estatal, caso de Messi na MLS.
Imagem: Internet
O peso de Vinicius Júnior para o Brasil e para o Real Madrid
Único brasileiro listado, Vini Jr. impulsiona a marca Real Madrid em mercados de língua portuguesa e hispânica. Dentro de campo, ele liderou a equipe em participações em gols nas últimas duas temporadas (média de 0,79 gol/assistência por jogo), estatística que justifica o novo contrato até 2027 com cláusula de rescisão de € 1 bi. A valorização do atleta reforça a relevância da base rubro-negra: desde 2018, o Flamengo negociou três jogadores por mais de € 30 mi de euros, mas apenas Vini se fixa no topo financeiro global.
Impacto projetado no mercado de transferências
Com Mbappé, Bellingham e Yamal já no top-10 antes dos 25 anos, a tendência é de contratos cada vez mais longos acompanhados de receitas comerciais antecipadas. Agentes e clubes usam o parâmetro saudita para renegociar vencimentos, enquanto patrocinadores direcionam verbas a perfis com alta presença digital. Assim, o ranking da Forbes serve como termômetro de poder de barganha na janela de 2025.
Perspectiva: se a SPL mantiver a atual política de investimento, a expectativa é que, em 2026, pelo menos metade do top-10 seja ligada ao futebol saudita, pressionando Premier League e LaLiga a repensarem tetos salariais e parcerias de transmissão.
Com informações de NetFla