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    Cruzeiro é condenado a pagar ao Volta Redonda por negociação de Caio Rosa; entenda

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    Cruzeiro foi condenado pela Câmara Nacional de Resoluções de Disputas (CNRD) a pagar cerca de R$ 2,3 milhões ao Volta Redonda, referentes a 50% do valor da transferência do atacante Caio Rosa para o Al Sharjah FC, concretizada em 2020.

    Entenda a decisão judicial

    A CNRD reconheceu que o Volta Redonda possuía direito a metade da transação após acordo firmado quando o jogador deixou o clube carioca ainda nas categorias de base. O montante devido é de R$ 1.707.780,00, acrescido de correção monetária e juros de 1% ao mês, além das custas processuais.

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    Por que o Volta Redonda tinha direito a 50%

    Em 2017, Caio Rosa migrou do Sub-17 do Volta Redonda para a base celeste mediante contrato que previa divisão igualitária em futura venda internacional. Segundo a ação, o Cruzeiro negociou o atleta por USD 600 mil (aprox. R$ 3,4 mi na cotação da época) com o Al Sharjah em setembro de 2020. O Voltaço tentou acordo extrajudicial antes de acionar a Justiça Desportiva.

    Raio-X da negociação de Caio Rosa

    • Valor da venda: USD 600 mil (~R$ 3,4 mi)
    • Participação do Volta Redonda: 50% (R$ 1,7 mi + correções)
    • Prazo desde a transferência: 5 anos (set/2020 – out/2025)
    • Clubes do atleta após saída: Al Sharjah, Khorfakkan, Al Hamriyah, Dibba Al-Hisn (EAU) e, atualmente, Alverca (Portugal)

    Impacto financeiro no caixa celeste

    A gestão da SAF cruzeirense, que ainda lida com passivo superior a R$ 1 bilhão declarado no balanço anterior à venda ao investidor Ronaldo, precisará provisionar a quantia imediatamente. Apesar de representar menos de 0,3% da dívida total, o pagamento gera impacto em fluxo de caixa e sinaliza que outras pendências herdadas podem voltar à pauta jurídica.

    O que muda para Cruzeiro e Volta Redonda

    Para o Cruzeiro, o desembolso coincide com reta final de temporada em que o clube busca estabilidade financeira e reforços para 2026. Já o Volta Redonda, que disputa a Série C, poderá investir a entrada de capital em infraestrutura e elenco, reforçando suas ambições de acesso.

    No curto prazo, o cumprimento da decisão encerra a disputa jurídica, mas expõe a necessidade de governança rígida nas futuras negociações envolvendo atletas formados em parceria. Ambos os clubes deverão acompanhar a evolução de juros até a quitação total.

    Com informações de Diário Celeste

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