Cruzeiro anuncia o elenco de 25 jogadoras e a comissão técnica que defenderão o time Sub-17 feminino na temporada 2025, sob o comando de Eduardo Vasconcelos Serafini, em Belo Horizonte, já mirando o Campeonato Mineiro que deve começar em outubro.
Por que o anúncio é relevante
O futebol feminino de base ganhou espaço estratégico na Toca da Raposa desde 2023, quando o clube passou a integrar as competições oficiais da Federação Mineira. Fechar o grupo com antecedência permite planejar a pré-temporada completa, alinhar metodologia de treino e cumprir exigências de licenciamento da CBF para categorias femininas.
Quem é quem na nova comissão
Eduardo Vasconcelos Serafini – treinador com passagens pelo Atlético-MG (2021-2023) e Bahia Sub-17 (2024). Acumula experiência em desenvolver talentos que migraram para equipes Sub-20 e principal.
Luiz Nelson – preparador de goleiras, chega para padronizar o trabalho do clube do Sub-17 ao profissional.
Perfil tático esperado
Serafini costuma adotar um 4-3-3 móvel, com laterais em amplitude e pressão alta na saída adversária – modelo utilizado no Atlético-MG Sub-17 na campanha semifinalista do Brasileiro A-2 de base em 2022. A tendência é que o Cruzeiro replique o mesmo desenho para acelerar a transição das atletas à equipe adulta celeste.
Raio-X do elenco anunciado
Goleiras: Nikoly Lopes (ex-Atlético-MG), Pietra (Projeto Social Futebol e Vida).
Defensoras: Leonor Carlota; Ketley Sabrinny (15 anos, ex-Carlão Futsal); Lorrany Santos (lateral-direita); Laura Lemos (16 anos, ex-Bahia, América e Atlético-MG, lateral-esquerda); Gabriela Marília (15 anos, ex-Colégio Batista, lateral-direita).
Meio-campistas: Marcela (ex-Escolinha Comercial FC); Lara Silveira (14 anos, meia canhota, ex-Casib); Manuela Lopes (ex-Ferroviária Sub-15, campeã da Liga de Desenvolvimento Sub-16 2024).
Atacantes: Mariana Vieira “Marigol” (14 anos, artilheira do JEMG 2025); Yasmim Almeida (14 anos, ponta de velocidade, ex-Imperial Soccer).
Demais atletas: nomes preservados até o anúncio oficial com fotos, previsto para esta semana.
Imagem: Reprodução
Indicadores de desempenho das atletas selecionadas
- Minas Gerais como polo: 60 % do grupo vem de escolinhas e projetos do estado, reforçando a captação regional.
- Multiesportividade: 3 jogadoras praticam futsal ou handebol, fator que amplia coordenação motora fina e tomada de decisão em espaços curtos.
- Títulos na bagagem: ao menos 5 atletas chegam com conquistas estaduais ou nacionais de base, elevando o nível competitivo interno.
Calendário e próximos passos
1. Campeonato Mineiro Sub-17 feminino: previsto para outubro; aguardando tabela oficial da Federação Mineira.
2. Copinha Feminina: competição interestadual com calendário a confirmar; tradicional vitrine para captação de clubes da Série A1.
Impacto projetado para o Cruzeiro
Ao estruturar o Sub-17 antes do início das competições, o Cruzeiro encurta o ciclo de formação rumo ao profissional, exigência da CBF para clubes que desejam disputar a Série A1 feminina a partir de 2026. A integração de atletas com rodagem em futsal e campeonatos escolares tende a acelerar a maturação tática do grupo, crucial em um torneio de tiro curto como o Mineiro.
Se o planejamento se mantiver, as “Cabulosinhas” chegarão ao campeonato estadual com pelo menos 60 dias de treinos específicos, vantagem significativa sobre adversários que ainda finalizam processos de seletiva. O desempenho no Mineiro servirá de termômetro para a inscrição na Copinha Feminina e para eventuais convocações a seleções de base em 2026.
Com informações de Diário Celeste