Belo Horizonte, 6 de fevereiro de 2026 — O Cruzeiro tornou-se o clube da Série A com o maior número de derrotas em casa na temporada 2026 ao cair diante do Coritiba, na última quinta-feira (5), no Mineirão. Sob o comando de Tite, a equipe celeste já coleciona três reveses como mandante em apenas cinco semanas de competições oficiais, acendendo o sinal de alerta para torcida e diretoria.
Entenda o cenário: desempenho como mandante despenca
A sequência negativa inclui os tropeços diante de Pouso Alegre, Democrata e, agora, Coritiba. Historicamente um dos pilares da campanha celeste, o Mineirão perdeu status de “fortaleza”. O dado é preocupante porque, em um Campeonato Brasileiro com 38 rodadas, os pontos conquistados em casa costumam ser determinantes tanto na luta pelo topo quanto na fuga do rebaixamento.
Raio-X da campanha celeste em 2026
- Jogos disputados: 8
- Vitórias: 3
- Derrotas: 5 (3 no Mineirão)
- Empates: 0
- Aproveitamento geral: 37,5%
- Gols marcados: 11 (média de 1,38 por jogo)
- Gols sofridos: 12 (média de 1,50 por jogo)
Os números revelam desequilíbrio entre ataque e defesa: o time faz menos de um gol por vitória conquistada e sofre mais gols do que marca. Esse diferencial negativo (-1) já se reflete na pressão sobre o setor defensivo, especialmente o lado direito, onde o lateral William foi vaiado de forma intensa contra o Coritiba.
Por que o Mineirão deixou de ser trunfo?
A análise tática mostra um Cruzeiro que tenta propor o jogo com posse prolongada, característica dos trabalhos de Tite, mas esbarra em transições defensivas lentas. Adversários como Pouso Alegre e Democrata adotaram linhas baixas, explorando contra-ataques às costas dos laterais. Já o Coritiba alternou marcação média e encaixes individuais, forçando erros de passe e finalizando 10 vezes, sendo 5 no alvo, número suficiente para garantir a vitória.
Pressão sobre Tite e elenco
Com apenas 37,5% de aproveitamento, Tite vive o início de temporada mais turbulento desde que assumiu a Raposa. A diretoria, por ora, mantém o discurso de confiança, mas o calendário apertado — Estadual, Copa do Brasil e início do Brasileirão em abril — exige reação imediata. Internamente, fala-se em reforçar o sistema defensivo e reduzir a dependência de jogadas pelos flancos.
Imagem: Gustavo Aleixo
O que vem pela frente?
Nas próximas duas semanas, o Cruzeiro tem mais duas partidas no Mineirão pelo Campeonato Mineiro. Transformar o estádio novamente em ponto forte será vital para chegar às fases decisivas do Estadual com moral e, sobretudo, para iniciar o Brasileirão fora da zona de risco. Caso contrário, a palavra “crise” pode ganhar força antes mesmo da metade do primeiro semestre.
Conclusão prospectiva: Se a equipe celeste não estancar a sequência de derrotas em casa, corre o risco de chegar ao Brasileirão já pressionada pela matemática: precisar de um aproveitamento acima de 50% como visitante para compensar os pontos perdidos em Belo Horizonte. O próximo compromisso no Mineirão, portanto, vale mais do que três pontos — pode redefinir o rumo da temporada 2026 para Tite e seus comandados.
Com informações de Diário Celeste