Cruzeiro confirma, nesta sexta-feira (13 de fevereiro de 2026), que chega a sete atletas no Departamento Médico, sendo cinco atacantes, situação que força o técnico Tite a recorrer ao jovem Rhuan Gabriel para o jogo contra a URT pelo Campeonato Mineiro.
Panorama das baixas: quem está fora e por quê
O clube celeste já convivia com ausências importantes, mas ampliou a lista após a partida contra o Mirassol e o treinamento da quinta-feira. Veja o quadro atualizado:
- Marquinhos – ruptura do ligamento cruzado anterior (LCA) do joelho esquerdo.
- Chico da Costa – lesão muscular na coxa direita.
- Kaique Kenji – estiramento ligamentar no tornozelo direito.
- Luis Sinisterra – lesão muscular na coxa direita.
- Néiser Villareal – edema ósseo no pé direito.
- Matheus Cunha (goleiro) – em fase de transição pós-contusão.
- Kauã Moraes – lesão muscular; Jonathan Jesus – estiramento ligamentar no joelho direito. (Dois defensores somados como um item porque já constavam anteriormente.)
Por que o problema se agrava: impacto tático imediato
Com cinco atacantes fora, Tite perde profundidade de elenco justamente no setor que mais precisa de variação: as pontas. No modelo híbrido 4-3-3/4-2-3-1 adotado desde a pré-temporada, extremos são responsáveis por pressão alta e amplitude. Sem Marquinhos (velocidade) e Sinisterra (um-contra-um), a reposição natural passa a ser formada por atletas sub-20 ou peças adaptadas, como o meia Paulinho Calegari aberto pelo lado.
O treinador, que privilegia marcação por encaixe e transições rápidas, tende a:
- Encurtar o bloco ofensivo, buscando mais posse no terço médio para compensar a falta de profundidade;
- Recuar o meia articulador para iniciar a saída a três, reduzindo a necessidade de corridas em diagonal dos pontas lesionados;
- Dar minutagem a Rhuan Gabriel, aposta da base de 18 anos que foi relacionado pela primeira vez.
Raio-X do DM: números que explicam o alerta
• Lesões em 2026: 7 jogadores (5 atacantes, 2 defensores).
• Tempo médio estimado fora*: 5 a 8 semanas para lesões musculares, 6 a 9 meses para LCA.
• Participação em gols perdida: os cinco atacantes somaram 33% dos tentos do clube no último estadual.
*Prazos aproximados, a depender da evolução clínica.
Imagem: Gustavo Aleixo
Calendário congestionado e efeito cascata na temporada
A fase de grupos do Campeonato Mineiro termina em março, coincidindo com o início da Copa do Brasil. Sem reposição natural, o Cruzeiro:
- Corre risco de chegar às quartas do Mineiro com um ataque ainda desfalcado;
- Pode ter de antecipar a inscrição de reforços ou acelerar negociações de mercado para a Série A;
- Precisa gerir a carga física de titulares remanescentes, como Arthur Gomes, para evitar novas lesões.
Conclusão prospectiva: A sobrecarga no setor ofensivo obriga Tite a remodelar o desenho tático e a acelerar a transição de jovens da base. Caso as recuperações não avancem antes de março, o Cruzeiro deverá apostar em contratações pontuais ou mudar seu padrão de jogo para mitigar a falta de profundidade no elenco.
Com informações de Diário Celeste