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    Brasileirão tem que reduzir número de rebaixados, como quer presidente do Santos? Comentaristas da ESPN opinam

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    São Paulo, 1º de novembro de 2025 – Às vésperas do confronto decisivo contra o Fortaleza, na Vila Belmiro, o presidente do Santos, Marcelo Teixeira, voltou a defender publicamente a redução de quatro para três rebaixados no Campeonato Brasileiro. Segundo o dirigente, “ter 20% dos clubes caindo é muito grave” e o tema já é discutido nos bastidores da Série A.

    Por que o assunto voltou agora?

    O Santos inicia a 32ª rodada lutando para se afastar do Z-4. A coincidência entre a ameaça de queda e a declaração do presidente faz o tema ressurgir com força, mas a discussão não é nova: desde 2003, quando os pontos corridos foram implantados, presidentes de clubes ameaçados costumam propor a mesma mudança. O argumento central é de que a alta rotatividade impede planejamento de médio prazo, especialmente para equipes que sobem da Série B.

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    Como é em outras grandes ligas?

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    Entre os principais campeonatos nacionais que também contam 20 participantes, apenas o Brasileirão rebaixa quatro:

    • Premier League (Inglaterra): 3 rebaixados (15%).
    • LaLiga (Espanha): 3 rebaixados (15%).
    • Serie A (Itália): 3 rebaixados (15%).
    • Bundesliga (Alemanha): 2,5 – dois diretos + um em playoff (12,5%).
    • Ligue 1 (França): 2 diretos + 1 em playoff (15%).

    Na comparação, o índice brasileiro de 20% é o mais elevado, o que alimenta o discurso de que três vagas manteriam a competitividade sem comprometer a estabilidade financeira dos clubes.

    Raio-X do rebaixamento desde 2003

    Total de quedas: 88 (22 temporadas x 4 vagas)
    Clubes diferentes: 32
    Retorno imediato: aproximadamente 1/3 dos rebaixados conseguem voltar no ano seguinte.
    “Ioiô” mais comum: Goiás e América-MG, com 6 rebaixamentos cada.

    Esses números indicam que a cultura do “sobe-desce” é estrutural. A cada temporada, pelo menos um clube recém-promovido retorna à Série B, reforçando o argumento de que quatro vagas podem ser excessivas.

    Impacto direto para o Santos e concorrentes

    Na tabela atual, o 17º colocado soma 33 pontos — limite da zona de rebaixamento — enquanto o 16º tem 34. Se apenas três times caíssem, a disputa passaria a ser contra 18º, 19º e 20º, reduzindo o risco do penúltimo bloco. Para o Santos, que hoje figura em 15º com 35 pontos, a mudança significaria um “colchão” extra de segurança. Para concorrentes como Vasco, Bahia e Coritiba, a pressão diminuiria, alterando inclusive a forma de montar elenco e gerir orçamento ao longo do ano.

    Brasileirão tem que reduzir número de rebaixados, como quer presidente do Santos? Comentaristas da ESPN opinam - Imagem do artigo original

    Imagem: sugestão

    Quais são os obstáculos para aprovar a mudança?

    1. Assembleia da Liga/CBF: qualquer alteração precisa ser votada antes do início da temporada.
    2. Interesse coletivo: clubes médios e recém-promovidos, que hoje têm 40% de chance de permanecer, podem defender a medida, mas equipes tradicionais que circulam entre as divisões também enxergam na Série B uma “porta de retorno” mais rápida.
    3. Contrato de mídia: uma diminuição de vagas pode exigir renegociação de direitos de transmissão, pois altera a narrativa esportiva do campeonato.

    Próximos capítulos

    Marcelo Teixeira sinalizou que o tema será levado às reuniões de Conselho Técnico de 2026. Até lá, o Santos ainda precisará pontuar para evitar que o debate fique apenas no campo político. Se chegar à última rodada na luta contra o Z-4, o dirigente ganhará voz, mas também será cobrado: afinal, a regra para este ano permanece a mesma.

    Conclusão prospectiva: A discussão sobre o número de rebaixados deve ganhar corpo no início de 2026, quando os clubes votam o regulamento da próxima edição. Caso três quedas passem a valer, o Brasileirão se alinhará às grandes ligas europeias, reduzirá o impacto financeiro de quem sobe e criará nova dinâmica de risco para a elite. Até lá, as quartas derradeiras de 2025 continuarão a decidir não só o futuro de Santos, Vasco e companhia, mas também o tom do debate que promete agitar os bastidores da CBF.

    Com informações de ESPN.com.br

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