Belo Horizonte – O técnico Jorge Sampaoli terá de remontar sua defesa para o próximo clássico entre Atlético-MG e Cruzeiro. Sem Lyanco (lesão muscular) e Vitor Hugo (suspenso), o argentino ainda corre o risco de não contar com Iván Román, que fraturou a mão a serviço do Chile, e aguarda a liberação de Junior Alonso, convocado pela seleção paraguaia para amistosos na Ásia.
Por que a defesa ficou desfalcada de última hora
O Galo vinha trabalhando com um elenco de cinco zagueiros profissionais, mas a data-Fifa e problemas físicos reduziram o número a apenas dois nomes disponíveis: Ruan Tressoldi e Vitão Fernandes. A situação se agrava porque o clássico mineiro, historicamente equilibrado, costuma exigir atenção redobrada do sistema defensivo.
Raio-X dos desfalques
Lyanco – contratado em 2024, soma 8 jogos como titular e tem média de 5,2 cortes por partida. A lesão muscular o tirará dos gramados por, no mínimo, duas semanas.
Vitor Hugo – recebeu o terceiro cartão amarelo na rodada anterior; vinha liderando o time em rebatidas aéreas (3,1 por jogo).
Iván Román – cortado da seleção chilena após fratura na mão. A avaliação médica em Belo Horizonte definirá se haverá necessidade de cirurgia e prazo de retorno.
Junior Alonso – convocado pelo Paraguai para amistosos contra Japão (14/6) e Coreia do Sul (18/6). O Atlético solicitou dispensa, mas depende de resposta da federação local.
Opções táticas de Jorge Sampaoli
Com apenas dois zagueiros de origem, Sampaoli pode recorrer a soluções já testadas ao longo da temporada:
Imagem: cta de uma fratura na mão e será rea
- Linha de quatro convencional com Ruan Tressoldi pela direita e Vitão pela esquerda, mantendo o equilíbrio, mas perdendo altura com laterais ofensivos.
- Linha de três convertendo o volante Fausto Vera em zagueiro central, liberando os alas para apoiar e compensar a falta de construção desde a primeira linha.
- Improvisação de Renzo Saravia como zagueiro direito em um 3-4-3, reforçando a saída de bola pelos corredores.
O que está em jogo no clássico
Além da rivalidade, o confronto pode redefinir o momento das equipes no Brasileirão. O Atlético-MG possui hoje uma das defesas menos vazadas do campeonato (8 gols sofridos em 9 rodadas, média 0,88), marca que se apoia justamente na consistência do setor agora desfalcado. Do lado celeste, a equipe de Pedro Miguel tem média de 1,3 gol marcado por partida e tende a explorar transições rápidas – cenário que exige cobertura perfeita dos zagueiros.
Impacto futuro para o calendário alvinegro
Após o clássico, o Galo enfrenta sequência que inclui Sul-Americana e duas rodadas fora de casa pelo Brasileirão. Uma defesa remendada pode forçar Sampaoli a acelerar a integração de jovens da base ou estudar o mercado antes da reabertura da janela de transferências em julho. O retorno de Alonso – considerado líder técnico desde 2020 – pode ser decisivo para estabilizar o setor caso Román precise de cirurgia.
No curto prazo, o Atlético-MG encara o Cruzeiro com apenas duas peças naturais para a zaga e a necessidade de improvisar sistemas de cobertura. A forma como Sampaoli gerir essa lacuna defensiva pode influenciar diretamente não só o resultado do clássico, mas também a consistência alvinegra nas próximas semanas de calendário apertado.
Com informações de FalaGalo