Diego Lopes enfrentará Alexander Volkanovski novamente pelo título dos penas no UFC 325, marcado para 31 de janeiro de 2026, em local ainda a ser anunciado, colocando o Brasil a um passo de fechar o mês com um inédito total de cinco cinturões simultâneos.
Contexto imediato da revanche
O primeiro duelo, em abril de 2025, terminou com vitória do australiano por decisão unânime no UFC 314. Desde então, Diego Lopes (cartel profissional de 24-6) nocauteou Jean Silva, garantiu o Performance of the Night e escalou novamente o ranking para receber o title shot. Já Volkanovski (26-4) manteve o cinturão e segue como referência da divisão, somando defesas contra Brian Ortega, Ilia Topuria e o próprio brasileiro.
Por que a luta é estratégica para o Brasil
Caso Lopes vença, o país somará seu terceiro cinturão ativo em 2026. Se Alexandre Pantoja mantiver o título dos moscas diante de Joshua Van (6 de dezembro) e Amanda Nunes recuperar o cinturão dos galos contra Kayla Harrison (retorno da aposentadoria em 24 de janeiro), o Brasil alcançará cinco campeões simultâneos – algo nunca visto na história nacional do UFC.
Raio-X dos campeões brasileiros em 2026
- Alex Pereira “Poatan” – meio-pesados: campeão desde novembro de 2024, 2 defesas.
- Mackenzie Dern – palha feminino: conquistou o título em maio de 2025 contra Weili Zhang.
- Alexandre Pantoja – moscas: três defesas consecutivas, 9 vitórias seguidas no UFC.
- Amanda Nunes – candidata a recuperar o cinturão dos galos: ex-campeã dupla, 13 vitórias em lutas válidas por título.
- Diego Lopes – desafiante ao peso-pena: 4 vitórias por finalização e 3 por nocaute em 7 apresentações no UFC.
Comparativo histórico de cinturões brasileiros
Até hoje, o máximo que o país atingiu foram quatro cinturões simultâneos, algo que ocorreu em 2012 e em diferentes combinações entre 2021 e 2022. Romper a barreira dos quatro títulos colocaria a geração atual em patamar estatístico superior à era de Anderson Silva e José Aldo.
Impacto tático para a divisão dos penas
• Luta em pé: Lopes chega com precisão de 54% nos golpes significativos, mas precisará melhorar a defesa (absorve 3,9 golpes/min). Volkanovski distribui volume (6,2 golpes/min) e mantém taxa de defesa de queda de 71% – ponto-chave contra o jiu-jitsu do brasileiro.
• Grappling: Lopes tenta 1,8 quedas por 15 minutos e finaliza 0,9; Volkanovski, 1,5 e 0,2, respectivamente. A batalha no clinch pode definir o duelo.
Imagem: Internet
Próximos passos após o UFC 325
Se Diego Lopes conquistar o cinturão, o UFC terá de reorganizar a fila com nomes como Ilia Topuria e Movsar Evloev. Para o Brasil, a marca de cinco campeões poderá elevar o interesse do evento no país, facilitar um card numerado em território nacional e ampliar a receita de PPV gerada por atletas brasileiros.
Conclusão: A confirmação da revanche coloca não apenas Diego Lopes em foco, mas reposiciona todo o MMA brasileiro para um possível recorde histórico. O desempenho de Pantoja em dezembro e o retorno de Amanda Nunes em janeiro formarão, junto ao UFC 325, uma sequência decisiva que pode redefinir o mapa de campeões do Ultimate em 2026.
Com informações de ESPN.com.br