Melbourne (28.jan.2026) – Novak Djokovic garantiu vaga na semifinal do Australian Open ao ver Lorenzo Musetti abandonar o duelo na Rod Laver Arena quando vencia por 2 sets a 0, na madrugada desta quarta-feira. A lesão do italiano interrompeu um confronto que prometia reescrever o retrospecto entre ambos e manteve o sérvio vivo na busca pelo 11º troféu em Melbourne.
Como o jogo se desenhou até a interrupção
Musetti iniciou a partida em ritmo agressivo, variando spins e slices para tirar a bola da zona de conforto de Djokovic. O plano funcionou: fechou o primeiro set por 6/4 e ampliou a vantagem com 6/3 na segunda parcial. A virada de chave veio no terceiro set, quando o italiano começou a sentir dores musculares na região lombar e, após atendimento médico, optou pela desistência.
Por que a vitória é estratégica para Djokovic
Além de mantê-lo na disputa pelo 25º título de Grand Slam, o triunfo preservou fisicamente o sérvio, que ainda não havia perdido sets no torneio. Com 38 anos, cada minuto a menos em quadra valoriza a gestão de energia para possíveis confrontos contra Ben Shelton ou Jannik Sinner, adversários de estilos explosivos e com bom aproveitamento em primeiro saque.
Raio-X estatístico
Djokovic no Australian Open
- Títulos: 10 (recorde absoluto)
- Partidas vencidas: 93
- Aproveitamento: 91%
- Última derrota em Melbourne: 2024, semifinal para Alexander Zverev, também por lesão
Musetti em Majors (até 28.jan.2026)
- Melhor campanha anterior na Austrália: 3ª rodada (2025)
- Vitórias sobre top 10: 3, incluindo Taylor Fritz nas oitavas desta edição
- Confronto direto contra Djokovic: 1 vitória e 5 derrotas
O que esperar da semifinal
Se encarar Shelton, Djokovic terá pela frente um canhoto de saque potente e transição rápida à rede – combinação que tradicionalmente exige ajustes no bloqueio de devolução. Caso o rival seja Sinner, o duelo tende a ser mais longo, marcado por trocas de fundo intensas; o italiano venceu o sérvio duas vezes em 2025 e ganhou confiança em pisos duros.
Imagem: Internet
Impacto no cenário do tênis em 2026
Uma eventual conquista em Melbourne faria de Djokovic o campeão de Grand Slam mais velho da era aberta, superando Ken Rosewall (37 anos no Australian Open de 1972). Para Musetti, a lesão levanta a preocupação sobre a temporada de quadras lentas que se aproxima – período em que o italiano costuma somar pontos importantes no ranking.
Conclusão prospectiva: A classificação, embora atípica, mantém Djokovic na trilha do 25º Major e do recorde de longevidade, enquanto reposiciona o debate sobre a preparação física de Musetti para o circuito. Os próximos dias serão decisivos tanto para a escalada histórica do sérvio quanto para o futuro imediato do italiano no top 10.
Com informações de ESPN.com.br