São Paulo, 21 de dezembro de 2025 — Em entrevista à ESPN, Ivan Izzo, ex-auxiliar de Dorival Júnior e hoje integrante da comissão do Botafogo-SP, saiu em defesa do treinador do Corinthians na véspera da decisão da Copa do Brasil contra o Vasco, no Maracanã. Segundo Izzo, chamar Dorival de “ultrapassado” ignora um histórico recente de títulos nacionais e gestão de grupo que se reflete diretamente no duelo deste domingo (21).
Da reconstrução do Vasco em 2009 à final de 2025
Izzo recordou o trabalho de 2009, quando Dorival assumiu um Vasco rebaixado pela primeira vez. A equipe precisou de ajustes estruturais e terminou campeã da Série B, com jovens como Philippe Coutinho e veteranos em recuperação, caso de Carlos Alberto. O auxiliar descreve o processo como “o mais difícil” da carreira conjunta, mas também o que sedimentou a fama de Dorival como técnico adaptável a cenários de pressão.
Por que o rótulo de “ultrapassado” não encontra respaldo nos números
A crítica de parte da torcida corintiana após o 0 x 0 na ida da final contrasta com os resultados do técnico nos últimos três anos:
- Flamengo 2022 – Campeão da Copa do Brasil e da CONMEBOL Libertadores.
- São Paulo 2023 – Primeiro título de Copa do Brasil da história tricolor.
- Corinthians 2025 – Finalista da Copa do Brasil e atual vice-líder do Brasileirão.
Além dos troféus, Dorival liderou elencos que marcaram média de 1,69 gol/jogo em mata-matas desde 2022, segundo o Footstats. A solidez defensiva também cresceu: 0,74 gol sofrido por jogo em copas no mesmo período, desempenho superior ao de todos os técnicos brasileiros que disputaram pelo menos 10 partidas eliminatórias.
Gestão de grupo: a chave para lidar com Memphis Depay
O episódio da substituição de Memphis, irritado na Neo Química Arena, foi minimizado por Izzo. Ele destacou o “poder de decisão” de Dorival, algo fundamental em um elenco que mescla veteranos europeus (Depay e Paulinho) com a geração de base (Wesley e Breno Bidon). Historicamente, a gestão de vestiário do treinador antecipou recuperações de atletas como Gabigol (Flamengo) e Calleri (São Paulo), fatores que pesam em decisões de alto risco como a final de domingo.
Imagem: Internet
Raio-X de Dorival Júnior em Copas nacionais
- Jogos disputados: 60
- Aproveitamento geral: 66%
- Vitórias em finais: 3 de 4 disputadas
- Gols pró: 102 (média 1,70)
- Gols contra: 45 (média 0,75)
Impacto na decisão Vasco x Corinthians
O empate sem gols na ida leva a decisão para 90 minutos de alta tensão. Com a volta de Fagner e Yuri Alberto, Dorival deve reforçar a amplitude ofensiva, enquanto o Vasco de Ramón Díaz tenta explorar transições curtas com Payet e Vegetti. O histórico mostra que equipes de Dorival sofrem 38% menos finalizações quando precisam apenas de um empate, indicador que pode moldar um Corinthians mais reativo no Maracanã.
Conclusão prospectiva
Se levantar a taça, Dorival chegará ao quarto título em copas nacionais em quatro anos e reforçará o argumento de Izzo sobre sua permanência na elite tática do futebol brasileiro. Em caso de revés, o debate sobre “estar ultrapassado” deve reaparecer com força, pressionando o calendário corintiano que ainda conta com a reta final do Brasileirão e vaga direta na Libertadores de 2026.
Com informações de ESPN Brasil