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    Eduarda Ronda tenta, mas perde para rival chinesa no UFC Vegas 113

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    Las Vegas (EUA), 7 de fevereiro de 2026 — A brasileira Eduarda “Ronda” Moura foi superada por Wang Cong por decisão unânime no card preliminar do UFC Vegas 113, disputado neste sábado (7), em Las Vegas. Em sua primeira apresentação defendendo a equipe norte-americana Fight Ready, a sergipana oscilou entre bons momentos de grappling e dificuldades no striking, insuficientes para convencer os juízes laterais.

    Round a round: como a luta se desenrolou

    1º assalto – Moura começou avançando com jabs, mas os chutes baixos de Cong desaceleraram sua entrada. Após queda bem executada pela brasileira, a chinesa levantou-se e aplicou um direto que resultou em knock-down, quase encerrando o combate no ground and pound.

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    2º assalto – Sangrando no rosto, Eduarda trocou a estratégia e buscou queda logo no primeiro minuto. Conquistou a montada e trabalhou para o mata-leão, mas a adversária defendeu-se bem até o gongo.

    3º assalto – O gás de Moura caiu visivelmente. Cong manteve-se de pé no clinch, variou diretos e chegou às costas, ameaçando finalização já no fim da luta. O domínio foi suficiente para assegurar a vitória na soma dos rounds.

    Por que a mudança para a Fight Ready ainda não rendeu?

    A academia de Arizona é conhecida por lapidar o wrestling de atletas como Henry Cejudo e Zhang Weili. Eduarda “Ronda” adotou parte desse modelo: quedou com eficiência, progrediu por cima e ameaçou uma finalização. Entretanto, a alternância entre clinch longo e trocação franca expôs um condicionamento que não sustentou o volume de golpes da chinesa no assalto decisivo. A coletânea de ajustes táticos — foco em defesa de low kick, transição mais rápida para o controle de quadril e gestão de cardio — deve pautar seu próximo camp.

    Raio-X estatístico

    Segundo o UFC Stats, a chinesa teve vantagem no total de golpes significativos conectados, enquanto a brasileira somou mais quedas e a única tentativa clara de finalização. O knock-down marcado no primeiro round pesou na interpretação dos juízes.

    Impacto para a categoria até 57 kg

    Nenhuma das atletas figurava no top-15 oficial, mas a terceira vitória consecutiva de Cong a aproxima da zona de classificação — historicamente, três ou quatro triunfos são suficientes para ingressar no ranking das moscas. Para Eduarda, o resultado interrompe a sequência positiva que a levou ao UFC. Um novo triunfo ainda em 2026 torna-se indispensável para manter a projeção de chegar entre as ranqueadas no curto prazo.

    Próximos passos no calendário

    O Ultimate costuma reagendar atletas não ranqueadas entre 90 e 120 dias após participação em cards de Vegas. Caso siga esse padrão, Eduarda pode voltar ao octógono na International Fight Week, em julho. A escolha de oponentes deve priorizar nomes também sem ranking, permitindo-lhe testar o ajuste físico enquanto busca recuperar moral dentro da organização.

    Conclusão prospectiva: A derrota em Las Vegas deixa clara a necessidade de integrar a evolução técnica trazida pela Fight Ready a um condicionamento capaz de sustentar três rounds de intensidade. Essa interseção definirá se Eduarda “Ronda” cumprirá a expectativa de ser a próxima brasileira a figurar entre as 15 melhores dos moscas ainda nesta temporada.

    Com informações de ESPN Brasil

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