Quem: Cruzeiro e Santos. O quê: empate por 1 × 1 na 2ª rodada da Série A1 do Brasileirão Feminino. Quando: segunda-feira, 23 de fevereiro de 2026. Onde: partida válida pelo calendário nacional. Por quê: após o apito final, o técnico Jonas Urias reconheceu desempenho técnico abaixo de sua equipe e explicou, em detalhes, os fatores que travaram o jogo celeste.
Por que o Cruzeiro teve dificuldade de encaixar o ritmo
Em coletiva, Jonas Urias foi direto: o Cruzeiro errou passes simples, permitindo que transições promissoras virassem contra-ataques do Santos. Segundo o treinador, o time estava “bem postado” do ponto de vista posicional, mas a execução técnica não acompanhou o plano de jogo, sobretudo na primeira metade da partida.
A análise do comandante aponta três pilares do problema:
- Erros de passe em transição: cortes de linhas de passe geraram retomadas perigosas do Santos.
- Pressão alta mal calibrada: faltas desnecessárias e perdas de duelo quando a equipe subia a marcação.
- Área pouco povoada: o modelo prevê até cinco atletas dentro da área adversária, mas, na prática, “o setor ficou vazio”, revelou Urias.
Raio-X tático do confronto
Sistema base: 4-3-3, variando para 3-2-5 em fase ofensiva, com laterais alternando altura para gerar diagonais de progressão — ponto elogiado pelo treinador.
Ponto crítico: a segunda bola. O Cruzeiro ganhava o primeiro duelo, mas desperdiçava a posse logo em seguida, cenário que explica o aumento de faltas táticas para conter as Peixeiras.
Momento do gol santista: fruto de “um vacilo na rodagem defensiva”, comentou Urias, reforçando que a mecânica é treinada, mas ainda carece de ritmo de competição neste início de temporada.
Substituições que mudaram o panorama
Com o placar adverso, Jonas lançou mão do banco para reacender a equipe. As trocas trouxeram:
Imagem: Reprodução
- Mais energia para pressionar a saída de bola rival;
- Aumento de presença diária: o técnico destacou que, após as mudanças, o Cruzeiro voltou a colocar jogadores em superioridade numérica dentro da área, fator decisivo para chegar ao empate.
“As jogadoras que entraram mudaram o ambiente do jogo”, observou o treinador, apontando evolução no terço final e na tomada de decisão ofensiva.
O que o empate representa daqui para frente
Embora ainda seja o começo da Série A1, cada ponto fora de casa pode pesar na luta por uma vaga no mata-mata — objetivo declarado do clube desde a pré-temporada. Manter a confiança no modelo propositivo, mas reduzir a margem de erros técnicos, é a prioridade imediata de Urias para os compromissos seguintes.
No curto prazo, o empate serve de alerta: o desenho tático funciona, mas depende de precisão na execução. Ajustar a pressão alta, reconectar meio-campo e ataque e garantir ocupação constante da área são os três checkpoints do Cruzeiro antes da 3ª rodada.
Se transformar domínio posicional em efetividade técnica for o próximo passo, o Cruzeiro pode converter empates como o desta segunda-feira em vitórias que impulsionem sua campanha rumo ao G-8 do Brasileirão Feminino.
Com informações de Diário Celeste