Glasgow (12/10/2025) — A seleção da Escócia venceu Belarus por 2 a 1 em Hampden Park, pela quarta rodada do Grupo C das Eliminatórias Europeias para a Copa do Mundo de 2026, somou 10 pontos em 12 possíveis e garantiu matematicamente, no mínimo, uma vaga na repescagem graças ao triunfo simultâneo da Dinamarca sobre a Grécia em Copenhague.
Como a partida se desenrolou
Apesar do resultado positivo, o desempenho escocês ficou aquém do esperado pelo público que lotou o estádio. Ché Adams abriu o placar aos 17 minutos após revisão do VAR que validou o lance inicialmente anulado por impedimento. O empate bielorrusso chegou a ser assinalado aos 63, mas a arbitragem viu falta em Scott McTominay na origem do contra-ataque e anulou o gol de Yevgeny Malashevich.
Aos 71, McTominay aproveitou corte parcial da defesa visitante em cruzamento de Andy Robertson e acertou forte finalização para fazer 2 a 0. Já nos acréscimos, Hleb Kuchko descontou, expondo a insegurança defensiva da equipe de Steve Clarke até o apito final.
Raio-X do jogo
- Finalizações: Belarus 22 × 13 Escócia
- Posse de bola: Escócia 55% × 45% Belarus
- Eficiência ofensiva: 1 gol a cada 6,5 chutes (Escócia) contra 1 gol a cada 22 chutes (Belarus)
- Classificação do Grupo C (após 4 jogos): Dinamarca 12 pts, Escócia 10 pts, Grécia 4 pts, Belarus 0 pt
Pontos de atenção tática
1. Transições defensivas expostas: Belarus encontrou espaços entre as linhas escocesas e só não empatou pela intervenção do VAR. A equipe de Clarke voltou a sofrer com recomposição lenta, problema que já havia aparecido na vitória sobre a Grécia.
2. Meio-campo sem controle: Mesmo com três volantes, a Escócia cedeu 22 arremates. A dificuldade em reter a bola fez o jogo ficar mais aberto do que o planejado.
3. Dependência de bolas paradas e jogadas laterais: Ambos os gols nasceram de passes vindos das faixas laterais (Hendry e Robertson). A criação pelo centro quase não funcionou, o que torna previsível o ataque para rivais de maior nível.
Imagem: Internet
O que muda na campanha
Com a vaga na repescagem assegurada, a Escócia agora mira a classificação direta. Faltando duas partidas — fora contra a Dinamarca e em casa diante da Grécia —, a combinação necessária é simples: vencer ambos os confrontos ou conquistar quatro pontos para não depender de tropeços dinamarqueses.
Próximos passos
Até a data FIFA de novembro, Steve Clarke terá três semanas para ajustar o sistema defensivo e encontrar maior fluidez de meio-campo. A comissão técnica estuda utilizar Ryan Christie como meia mais avançado e recolocar McTominay em sua posição natural de área a área, tentando equilibrar marcação e chegada ao ataque.
Se a Escócia confirmar a vaga direta, poupará o desgaste emocional da repescagem; caso contrário, chegará ao mata-mata em março precisando conter a instabilidade exibida diante de Belarus. O desempenho desta noite serve de alerta: a eficiência no resultado precisa vir acompanhada de solidez, sob pena de transformar o retorno ao Mundial — ausente desde 1998 — em sonho adiado.
Com informações de The Guardian