Glasgow (Hampden Park), 12 de outubro – De olho na liderança de seu grupo das Eliminatórias Europeias para a Copa do Mundo, a Seleção da Escócia recebe a Belarus às 19h45 (BST) deste domingo, buscando ampliar a atual sequência de sete pontos em três partidas e aproveitar o momento frágil dos visitantes, que ainda não pontuaram após a goleada de 6 × 0 sofrida para a Dinamarca.
Por que o jogo é decisivo para os escoceses
Uma vitória coloca o time de Steve Clarke em terreno ainda mais confortável na classificação, sobretudo porque o calendário reserva duelos diretos nas rodadas seguintes. Ao mesmo tempo, tropeços contra adversários da parte de baixo costumam custar caro em campanhas curtas de grupos. O confronto, portanto, é encarado internamente como “obrigação de três pontos”.
Quebras no onze titular: suspensões e lesões obrigam mudanças
O meio-campo, setor chave na proposta de Clarke, perdeu dois titulares: Lewis Ferguson e Ryan Christie cumprem suspensão após acumularem cartões. A lateral direita também precisará de substituto, já que Aaron Hickey saiu lesionado diante da Grécia.
Com isso, Billy Gilmour deve reassumir o papel de organizador central, enquanto Lyndon Dykes ganha moral para iniciar como referência ofensiva após marcar o gol que selou o 3 × 1 sobre os gregos.
Raio-X tático: o que dizem os números recentes
- Posse de bola limitada: contra a Grécia, a Escócia ficou com apenas 33,3% de posse, índice que sugere necessidade de construção mais qualificada contra um rival teoricamente inferior.
- Eficiência defensiva: mesmo pressionado, o time sofreu apenas dois gols em três partidas – reflexo da dobradinha Hanley-Tierney e de boa proteção dos volantes.
- Belarus em crise: além da derrota por 6 × 0 para a Dinamarca, os belarussos ainda não somaram pontos e têm o pior saldo do grupo.
Escalações prováveis e encaixes estratégicos
Escócia (4-2-3-1): Gunn; Patterson, Hanley, Tierney, Robertson; Gilmour, McGregor; McTominay, McGinn, Doak; Dykes.
Belarus (4-4-2): Syarhey; Palyakow, Khvashchynski, Kapenko, Klimovich; Bykau, Ebong, Yablonski, Pechenin; Shkurin, Lisakovich.
O principal dilema de Clarke é onde posicionar Scott McTominay. Usado como segundo atacante na última rodada, o jogador do Manchester United não rendeu. Contra Belarus, porém, a pressão no terço final pode justificar mantê-lo adiantado, abrindo espaço para infiltrações de John McGinn. Na hipótese de recuo, McTominay aumentaria o controle de posse ao lado de Gilmour.
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Impacto futuro na campanha
Se confirmar o favoritismo, a Escócia pode chegar a dez pontos e, dependendo de resultados paralelos, abrir margem de segurança antes de encarar a Dinamarca fora de casa. A partida desta noite também serve de laboratório para testar opções de profundidade – especialmente nas pontas, onde o jovem Ben Doak busca consistência.
Conclusão prospectiva: além do ganho imediato na tabela, um triunfo convincente reforçará a confiança do elenco e dará sinais de que a equipe consegue superar ausências importantes sem perder identidade tática, fator determinante para a fase decisiva das Eliminatórias.
Com informações de BBC Sport