Glasgow (18/11) — Na noite desta terça-feira, às 19h45 (GMT), no Hampden Park, a seleção da Escócia encara a Dinamarca pela última rodada das Eliminatórias Europeias para a Copa do Mundo, e o técnico Steve Clarke precisa resolver três dúvidas-chave para manter vivo o sonho escocês de voltar a um Mundial.
1. O quebra-cabeça no gol: Craig Gordon ou alternativa?
Com Angus Gunn fora por lesão, o veterano Craig Gordon, 42 anos, foi acionado na derrota por 3–1 para a Grécia. Apesar de defesas importantes, o próprio goleiro admitiu frustração no lance do terceiro gol sofrido. Na lista ainda aparecem Scott Bain (titular do Falkirk) e Liam Kelly (reserva do Rangers).
Contexto tático: Clarke valoriza saídas curtas e reposição rápida para acionar laterais adiantados. Gordon oferece experiência e jogo aéreo, mas Bain exibe maior agilidade com os pés na Championship escocesa (80% de precisão em passes curtos segundo a SPFL). Kelly, por sua vez, lidera o Rangers em “clean sheets” da copa nacional nesta temporada.
2. Billy Gilmour volta? Impacto no miolo de campo
Desfalque contra a Grécia, Billy Gilmour (Napoli) treinou parcialmente e pode estar apto. Se entrar, deve ocupar o lugar de Kenny McLean ou Ryan Christie, reposicionando Scott McTominay para uma função mais avançada.
Por que importa: Gilmour oferece pausa e controle — tem média de 66 passes certos por jogo na Série A, contra 47 de McLean na EFL. Contra uma Dinamarca que pressiona alto (média de 9,1 recuperações no terço final por partida nesta campanha), circulação de bola será vital.
3. Melhorar a profundidade: Dykes, Hirst ou Shankland?
No segundo tempo em Piraeus, a Escócia reagiu com a entrada de três atacantes. Lyndon Dykes é referência para jogo direto; George Hirst, móvel para atacar espaço; e Lawrence Shankland vive fase artilheira no Hearts (9 gols em 11 jogos da Premiership).
Contra a Dinamarca, que sofreu apenas 6 gols em 9 partidas nas Eliminatórias, o poder de finalização de Shankland e a capacidade aérea de Dykes podem ser combinados em um 3-5-2, sobrecarregando a última linha dinamarquesa.
Imagem: Internet
Raio-X das campanhas
Escócia
- 3ª colocada do grupo — 12 pontos (3 V, 3 E, 3 D)
- Média de 1,33 gol marcado e 1,44 sofrido
- Necessita vencer e torcer por tropeço da Grécia para ir à repescagem
Dinamarca
- Líder — 25 pontos (8 V, 1 E, 0 D) — já classificada
- Melhor defesa da chave: 0,66 gol sofrido/jogo
- Mantém 58% de posse média, pressionando em bloco alto
O que está em jogo para Clarke e Escócia
Uma vitória mantém a Escócia viva na rota do Mundial e alivia a pressão sobre Steve Clarke, cujo contrato vai até 2026. Em caso de empate ou derrota, o ciclo pode entrar em revisão, pois seria o segundo torneio consecutivo sem classificação direta.
Conclusão prospectiva: A escolha no gol ditará a segurança defensiva, enquanto a possível volta de Gilmour pode redefinir a arquitetura ofensiva. Se Shankland confirmar a boa fase, a Escócia ganha a peça de finalização que faltou nas últimas rodadas. Tudo será decidido em 90 minutos sob o frio de Glasgow — e qualquer decisão de Clarke poderá repercutir por todo o ciclo até a Euro 2024.
Com informações de BBC Sport