Glasgow (Hampden Park), 9 de outubro, 19h45 BST — Escócia e Grécia voltam a se encontrar nesta quinta-feira pelas Eliminatórias da Copa do Mundo, e a grande dúvida que paira sobre o duelo é qual versão do jovem elenco grego aparecerá em campo: a que goleou a própria Escócia por 3 × 0 em março ou a que, em setembro, foi dominada pela Dinamarca e perdeu pelo mesmo placar.
Do auge ao revés: a cronologia recente dos gregos
Após iniciar a campanha com uma vitória expressiva de 5 × 1 sobre Belarus, a seleção comandada por Ivan Jovanovic empolgou pela intensidade ofensiva dos garotos Kostas Karetsas (17 anos), Giannis Konstantelias (20) e Christos Tzolis (22). Porém, a derrota para a Dinamarca expôs fragilidades quando esses mesmos atletas não encontram espaço para acelerar o jogo entrelinhas.
Aprendizado escocês: como evitar o déjà-vu de março
Em março, a Escócia sofreu com a velocidade de Karetsas pelo lado direito, que explorou o setor defendido pelo capitão Andy Robertson. A Dinamarca neutralizou esse flanco com marcação adiantada nos pontas e encaixes individuais logo na zona de construção. Para o técnico Steve Clarke, repetir a compactação dinamarquesa pode ser o caminho para manter o bom início classificatório escocês.
Raio-X tático e estatístico
Provável Grécia (4-2-3-1)
GK: Konstantis Tzolakis (22)
DEF: Dinos Koulierakis (21), mais três experientes
VOL: Christos Zafeiris (21) e Christos Mouzakitis (18) ou Dimitris Kourbelis (31)
MEI: Karetsas (17), Konstantelias (20), Tzolis (22)
ATA: Vangelis Pavlidis (Benfica, 25)
Destaques numéricos da seleção grega
• Média de idade do provável onze inicial: 22,5 anos.
• Gols marcados nas primeiras duas rodadas das Eliminatórias: 8 (2º melhor ataque do grupo).
• Participação direta de Karetsas: 2 gols e 1 assistência em 2 jogos.
Escócia pós-março
• Invencibilidade mantida nas três partidas seguintes (2V, 1E).
• Defesa não sofreu gols nas últimas duas apresentações oficiais.
• Ponto forte: bolas paradas — 38% dos gols escoceses na campanha saíram de escanteios ou faltas laterais.
Imagem: Internet
Impacto futuro na tabela
Com quatro seleções ainda vivas na briga, o confronto em Glasgow tem caráter de “seis pontos”. Um triunfo escocês, além de vingar a derrota no amistoso, pode deixar o time a um empate de confirmar presença no Mundial. Já a Grécia, se repetir a atuação dominante de março, volta a assumir a liderança do grupo e ganha fôlego para administrar dois jogos finais menos complexos, contra Belarus e Eslováquia.
Conclusão prospectiva: diante de um adversário jovem, talentoso, mas ainda irregular, a Escócia terá de equilibrar pressão alta e cobertura de flancos para impedir que Karetsas e companhia encontrem a profundidade que desmontou a defesa britânica meses atrás. O resultado desta quinta-feira deverá ditar não apenas a ordem do grupo, mas também o ânimo de duas seleções que sonham em retornar à principal vitrine do futebol mundial.
Com informações de BBC Sport