Quem: Seleção da Escócia e seleção de Belarus
O quê: vitória escocesa por 2 x 1 nas Eliminatórias Europeias da Copa do Mundo
Quando: neste domingo, em jogo válido pela quarta rodada do Grupo C
Onde: Hampden Park, Glasgow
Por quê: resultado mantém os escoceses na liderança da chave, mas desempenho abaixo do esperado gera dúvidas para a reta final da fase de grupos
Por que a vitória não convenceu
Apesar dos três pontos, o técnico Steve Clarke classificou a exibição como “decepcionante”. O time sofreu para controlar a posse, permitiu 10 finalizações adversárias e perdeu intensidade entre as linhas. O cenário é preocupante porque Belarus havia chegado ao jogo com 17 gols sofridos nos últimos quatro compromissos, incluindo goleada por 6 x 0 diante da Dinamarca.
Como foi o jogo
1 x 0 – 12’: Che Adams aproveita cruzamento da direita e finaliza de primeira.
2 x 0 – 84’: Scott McTominay pega rebote na entrada da área e marca seu 13º gol pela seleção.
2 x 1 – 87’: Hleb Kuchko antecipa Andy Robertson e diminui, mantendo a pressão até o apito final.
Raio-X da campanha
Escócia no Grupo C (após 4 jogos):
- Pontos: 10 de 12 possíveis
- Aproveitamento: 83%
- Gols pró: 6 | Gols contra: 3 | Saldo: +3
Principais estatísticas individuais:
- Scott McTominay – 4 gols em 4 jogos (artilheiro da equipe)
- Che Adams – 2 gols, 1 assistência
- Andy Robertson – liderou cruzamentos (6), mas falhou no gol sofrido
Alerta tático: meio-campo desconectado
A dupla Kenny McLean e Billy Gilmour não conseguiu equilibrar criação e cobertura defensiva. A ausência de triângulos curtos no setor deixou a equipe previsível, obrigando lançamentos longos para Ben Doak, ainda inexperiente nas decisões finais. A recomposição lenta também expôs os zagueiros em transições adversárias.
Imagem: Internet
Impacto nos próximos duelos
Restam duas partidas – fora de casa contra a Grécia e, em seguida, o confronto direto com a Dinamarca em Hampden Park. A Escócia precisa de mais duas vitórias para garantir a classificação direta. Caso o rendimento não melhore, o cenário de play-offs volta a ganhar força.
O que Clarke pode ajustar
- Dinamizar o meio-campo: alternativa com John McGinn recuado para acelerar a circulação de bola.
- Explorar amplitude qualificada: utilizar Robertson em sobreposições, liberando Doak para infiltrações por dentro.
- Pressão coordenada: recuperar a compactação pós-perda que marcou a boa fase do ciclo anterior.
Conclusão prospectiva: a vitória mantém a Escócia no caminho rumo à Copa, mas a queda de desempenho diante de Belarus mostra que o time precisará de ajustes imediatos para resistir à Grécia e encarar a Dinamarca valendo vaga direta. O próximo mês indicará se o projeto de Steve Clarke alcançará a maturidade ou dependerá do imprevisível mata-mata europeu.
Com informações de BBC Sport