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    Estado de SP processa Palmeiras por morte de torcedora em jogo contra Flamengo

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    São Paulo, 11 de junho de 2024 – O Estado de São Paulo ingressou com ação civil contra o Palmeiras para responsabilizar o clube pela morte da torcedora Gabriella Anelli, atingida por uma garrafa de vidro nos arredores do Allianz Parque em 8 de julho de 2023, durante Palmeiras × Flamengo. O processo, movido a pedido do irmão da vítima, pleiteia R$ 1 milhão por danos morais e R$ 150 mil em honorários, sob a alegação de falha de segurança.

    Por que o Palmeiras foi incluído na ação?

    A Justiça acolheu a tese do governo paulista de que, à luz do Estatuto do Torcedor (Lei 10.671/2003), o organizador do evento esportivo responde objetivamente por danos ocorridos em seu interior ou em seu entorno imediato. Embora a Polícia Militar tenha destacado 115 agentes para o clássico, a acusação sustenta que o efetivo não estava posicionado de forma a evitar a aproximação de torcidas rivais, o que abriu brecha para a confusão que resultou no homicídio.

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    Linha do tempo do caso

    08/07/2023 – Confronto entre torcedores nas imediações do estádio, terminando com Gabriella ferida no pescoço.
    2023 – Início da investigação policial e identificação do suspeito.
    Maio/2024 – Jonathan Messias Santos da Silva é condenado a 14 anos de prisão pela Justiça.
    Jun/2024 – Estado de SP formaliza inclusão do Palmeiras no polo passivo; Justiça aceita o pedido.

    Raio-X da segurança nos arredores do Allianz Parque

    • Capacidade oficial do estádio: 43.713 lugares.
    • Média de público do Palmeiras em 2023 (todas as competições): 37.822 torcedores, segundo a CBF.
    • Incidentes registrados no entorno do Allianz Parque em 2023: 7 ocorrências de confronto entre torcidas (dados da PM-SP).
    • Mortes ligadas a confrontos de torcedores no Brasil em 2023: 16, conforme relatório do Ministério da Justiça.

    Qual pode ser o impacto para clubes e organizadores?

    Se a responsabilidade civil do Palmeiras for confirmada, ganha força o entendimento jurídico de que os clubes devem ampliar protocolos de segurança fora dos portões, mesmo sendo área de competência estatal. Isso pode resultar em:

    • Elevação de custos operacionais com segurança privada e infraestrutura de monitoramento.
    • Revisão de contratos entre clubes, federações e autoridades públicas para definir zonas de responsabilidade.
    • Maior rigor na concessão de laudos e alvarás, afetando a liberação de estádios para partidas de grande porte.

    O que diz o Estatuto do Torcedor?

    O artigo 13-A determina que “o torcedor tem direito à segurança”. Já o artigo 19 obriga o mandante a garantir condições de prevenção e repressão a violência. A interpretação mais recente do STJ vem consolidando a responsabilidade objetiva dos clubes, independentemente de culpa direta, sempre que o dano decorrer do evento desportivo.

    Próximos capítulos

    O Palmeiras terá prazo para apresentar defesa. Caso seja condenado, o valor da indenização pode ser escalonado por danos coletivos, criando precedente para ações semelhantes em outros estados. Paralelamente, a Federação Paulista de Futebol e o Ministério Público monitoram o desfecho para definir novas diretrizes de divisão de torcidas e horários de clássico no calendário de 2025.

    Conclusão prospectiva: A decisão judicial sobre o caso Gabriella Anelli tende a balizar futuras políticas de segurança no futebol brasileiro. O resultado poderá redefinir a fronteira de responsabilidade entre poder público e entidades esportivas, com impacto direto no planejamento de jogos de alto risco ao longo da temporada.

    Com informações de Netfla

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