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    Khiara Keating and Maya le Tissier: England talking points following defeat by Brazil

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    Manchester (Inglaterra), 06/abr/2024 – A seleção feminina da Inglaterra perdeu por 2 a 1 para o Brasil em amistoso disputado no Etihad Stadium, marcado pela estreia da goleira Khiara Keating e pelo teste de Maya le Tissier em duas posições distintas. O jogo, que abriu o novo ciclo de Sarina Wiegman rumo à Copa do Mundo de 2027, serviu como laboratório, mas expôs ajustes necessários no sistema defensivo inglês.

    Por que o amistoso era importante para Wiegman

    A treinadora holandesa venceu a Euro 2022 e foi vice-campeã do Mundial 2023, mas inicia 2024 em fase de renovação. Sem pressão de torneio oficial, Wiegman aproveitou a data FIFA para:

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    • Promover a primeira aparição de Keating, titular do Manchester City, no lugar da lesionada Hannah Hampton.
    • Avaliar Le Tissier como lateral-direita, posição dominada por Lucy Bronze, antes de deslocá-la para a zaga na etapa final.
    • Aumentar o leque de opções defensivas após a equipe sofrer apenas 4 gols em 7 jogos no último Mundial, mas 2 em 18 minutos diante do Brasil.

    Estreia de Khiara Keating: segurança após início turbulento

    Filha das categorias de base do City, Keating tornou-se a primeira goleira negra a atuar pela seleção inglesa. Embora os gols brasileiros tenham saído cedo – nenhum diretamente atribuível à arqueira –, ela demonstrou:

    • Saída de bola curta e longa, conectando 88% dos passes (9/10) no segundo tempo.
    • Postura calma mesmo com apenas 21 anos, requisito crucial no estilo de construção de Wiegman.
    • Apenas 2 defesas efetivas, mas ambas em finalizações de média distância, evidenciando boa colocação.

    Maya le Tissier: a incógnita da lateral-direita

    No Manchester United, Le Tissier soma 72 partidas consecutivas como zagueira na WSL. Na seleção, porém, foi acionada de início na ala – fato que gerou debate nas redes sociais. Sua atuação dividida em dois papéis mostrou:

    • Como lateral: 3 interceptações e 1 passe chave, mas menor naturalidade ofensiva em comparação a Bronze.
    • Como zagueira: 92% de acerto nos passes e 4 cortes, comprovando a familiaridade na função.

    A experiência indica que a atleta de 23 anos pode ser um “coringa” até 2027, mas reforça a necessidade de desenvolver alternativas específicas para o setor, já que a reserva imediata, Niamh Charles, também alterna posição no Chelsea.

    Khiara Keating and Maya le Tissier: England talking points following defeat by Brazil - Imagem do artigo original

    Imagem: Internet

    Raio-X do amistoso

    • Placar: Inglaterra 1 x 2 Brasil
    • Gols do Brasil: 3’ e 18’ do 1ºT
    • Gol da Inglaterra: Georgia Stanway, 37’ do 1ºT
    • Posse de bola: ENG 56% – BRA 44%
    • Finalizações: ENG 9 (3 no alvo) – BRA 8 (4 no alvo)
    • Estádio: Etihad Stadium, Manchester

    Impacto para os próximos compromissos

    Com eliminatórias da Euro 2025 no horizonte imediato, Wiegman ganhou:

    • Uma opção real para o gol caso Hampton e Mary Earps não estejam disponíveis.
    • Dados concretos para decidir se mantém Le Tissier na lateral ou investe em nomes emergentes como a lesionada Ella Morris (Tottenham).
    • Sinal de alerta sobre a necessidade de concentração defensiva: nas grandes competições sob Wiegman, a Inglaterra nunca havia sofrido dois gols tão rapidamente.

    A derrota em casa não abala o currículo vencedor das Lionesses, mas define pontos de trabalho: consolidar Keating no grupo, elaborar rodízio confiável para a lateral-direita e garantir que o começo de ciclo seja pautado por estabilidade defensiva. O próximo amistoso, contra adversário ainda a confirmar em junho, será o termômetro para medir a evolução dessas escolhas.

    Com informações de BBC Sport

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