Quem: o goleiro Everson, do Atlético-MG
O quê: alcançará a marca de 350 jogos pelo clube
Quando: quarta-feira, 21/02
Onde: Arena Independência, no clássico contra o América-MG
Por quê: a partida valida pela primeira fase do Campeonato Mineiro 2024 marca o jubileu pessoal do atleta e reforça a importância de sua longevidade na meta alvinegra.
A trajetória até a marca de 350 partidas
Contratado em setembro de 2020, a pedido de Jorge Sampaoli, Everson assumiu a titularidade logo na estreia e não largou mais a camisa 22. O goleiro já soma 176 vitórias, 96 empates e 77 derrotas, com aproveitamento de 59,5% e média de 0,88 gol sofrido por jogo. Em pênaltis, defendeu 18 cobranças e converteu chutes decisivos em três classificações importantes nas últimas três temporadas.
Momentos que construíram a lenda recente
Libertadores 2021 – Defendeu duas cobranças do Boca Juniors e marcou o pênalti decisivo nas oitavas.
Supercopa do Brasil 2022 – Frente ao Flamengo, pegou três penalidades em uma série de 12 cobranças por lado, garantindo o título.
Sul-Americana 2023 – Contra o Bucaramanga, duas defesas e cobrança convertida nos playoffs.
Raio-X dos recordes
Títulos pelo clube
– Campeonato Brasileiro: 2021
– Copa do Brasil: 2021
– Supercopa do Brasil: 2022
– Campeonatos Mineiros: 2021, 2022, 2023, 2024 e 2025*
*Os anos 2024 e 2025 constam no registro oficial do clube para a atual sequência de hegemonia estadual.
Longevidade no século XXI (goleiros)
1) Victor – 424 jogos
2) Everson – 350* jogos
3) Giovanni – 277 jogos
(*marca a ser atingida no duelo contra o América)
O impacto defensivo: números recentes do Galo
Desde a chegada de Everson, o Atlético saltou de média de 1,05 gol sofrido/jogo (2019) para 0,88 gol sofrido/jogo no recorte 2020-2023. Em 2023, o Galo terminou o Brasileiro com 32 gols contra – a melhor defesa da competição.
Imagem: Pedro Souza
Como a marca se projeta para 2024
Com contrato até dezembro de 2025, Everson tende a ultrapassar a barreira de 400 jogos já no próximo ano, podendo aproximar-se dos recordes históricos de João Leite (684) e Kafunga (676). A continuidade de sua estabilidade na meta é peça-chave para os objetivos do Atlético na Libertadores, no Brasileiro e na defesa do título estadual.
Alcançando 350 partidas, Everson consolida-se como referência técnica e psicológica do elenco. Se mantiver a média de partidas dos últimos três anos (63 jogos/temporada), chegará a 439 atuações ao fim do contrato, encurtando a distância para os maiores ídolos da posição no clube.
Para o torcedor e para a comissão técnica de Luiz Felipe Scolari, o clássico contra o América representa mais do que três pontos: é o início de uma nova contagem regressiva rumo a marcas históricas que podem reforçar, ainda mais, a cultura vencedora inaugurada no ciclo 2020-2023.
Com informações de Fala Galo