Liverpool (Inglaterra) — A zagueira e capitã Megan Finnigan, 27 anos, não voltará a jogar antes de 2026. A confirmação veio do técnico Brian Sorensen, que informou que a atleta precisará passar por cirurgia para reparar uma ruptura do ligamento cruzado anterior (LCA) sofrida em janeiro, em partida da FA Cup contra o Tottenham.
Lesão prolongada e novo calendário de retorno
Segundo Sorensen, Finnigan só estará à disposição após a retomada da Women’s Super League (WSL) em 10 de janeiro de 2026, depois do recesso de inverno. A recuperação típica de um LCA varia entre nove e doze meses, mas a janela projetada reflete margem para o pós-operatório e readaptação física completa.
Crise médica: cinco baixas simultâneas
O departamento médico do Everton acumula agora cinco titulares fora de combate:
- Goleira Courtney Brosnan — lesão no joelho
- Atacante Aurora Galli — lesão no joelho
- Defensora Rion Ishikawa — lesão no joelho
- Meio-campista Katja Snoeijs — problema muscular na coxa
- Zagueira Megan Finnigan — LCA (cirurgia)
A atacante Kelly Gago, em contrapartida, foi liberada após cumprir protocolo de concussão.
Movimentações emergenciais no elenco
Para mitigar as perdas, o clube:
- Repatriou a defensora Issy Hobson, que estava emprestada ao Nottingham Forest (WSL2).
- Acertou empréstimo de urgência com a goleira Katie Startup, cedida pelo Manchester City.
Raio-X: por que a ausência de Finnigan pesa tanto?
Referência tática: Finnigan atua como zagueira pelo lado direito, responsável por iniciação de jogadas curtas e bolas longas em inversão. Em 2023/24, participou de 19 dos 22 jogos do Everton na WSL e marcou 1 gol, segundo dados oficiais da liga.
Números defensivos do Everton em 2023/24:
Imagem: Internet
- 10º lugar (16 pontos)
- 35 gols sofridos (média de 1,59 por partida)
Sem sua capitã, o índice de duelos aéreos vencidos cai de 62% para 49%, conforme relatórios pós-jogo do clube, indicando vulnerabilidade em bolas paradas defensivas.
Novo palco, velho desafio
O confronto deste domingo contra o Manchester United marcará a estreia da equipe feminina no Hill Dickinson Stadium, arena de 52 mil lugares recém-inaugurada em Bramley-Moore Dock. Apenas o anel inferior (cerca de 20 mil lugares) será aberto inicialmente, mas há possibilidade de ampliação caso a demanda de ingressos ultrapasse o recorde de público do time feminino: 22.161 torcedores em março de 2023, no clássico contra o Liverpool, em Goodison Park.
Impacto futuro: sequência do Everton na temporada 2025/26
Com Finnigan fora, Sorensen deve testar formações com linha de quatro tradicionais, alternando Hobson e Justine Vanhaevermaet como zagueira improvisada, ou adotar um 3-5-2 para reforçar o miolo defensivo. A expectativa é que essa flexibilidade tática seja necessária especialmente nos duelos contra Chelsea e Manchester City, ambos previstos para as cinco primeiras rodadas do próximo ano.
No curto prazo, o Everton precisa somar pontos antes do Natal para evitar repetir a luta contra a parte de baixo da tabela. A eficácia dessa estratégia — e a resposta física das substitutas — será decisiva para manter o clube distante da zona de rebaixamento até o retorno da capitã em 2026.
Com informações de BBC Sport