Salvador (BA) – O meia Everton Ribeiro, atualmente no Bahia e ex-capitão do Flamengo, revelou no programa “Fantástico”, da TV Globo, que foi diagnosticado com câncer na tireoide em 3 de setembro, enquanto estava concentrado para a final da Copa do Nordeste. O jogador passou por cirurgia pouco depois e, já recuperado, transforma a experiência em campanha pela detecção precoce por meio de exames de rotina.
Diagnóstico repentino abalou rotina de decisão
O resultado positivo para câncer chegou durante a preparação para a final regional, um dos momentos de maior pressão da temporada. O atleta descreveu o anúncio como “um baque”: “No começo, eu nem conseguia falar a palavra câncer”, relatou. A carga emocional se somou à responsabilidade esportiva, exigindo apoio imediato do departamento médico e da família.
Família e protocolos médicos ganharam protagonismo
A esposa, Marilia Nery, assumiu a frente na organização de consultas e exames complementares. Seguindo orientação médica, Everton foi submetido à tireoidectomia total, procedimento considerado padrão para retirada do tumor nesta glândula. O pós-operatório ocorreu no Rio de Janeiro, uma semana depois da intervenção, com liberação para retomar atividades leves sob acompanhamento endocrinológico.
Raio-X do atleta e do problema de saúde
Números de Everton Ribeiro*
- 419 partidas pelo Flamengo entre 2017 e 2023
- 2 Libertadores (2019, 2022) e 2 Brasileirões (2019, 2020) no currículo
- 15 jogos e 1 gol pelo Bahia em 2024 até a data da entrevista
- 3 convocações para a Seleção Brasileira principal (2020-2022)
Câncer de tireoide no Brasil**
- 13,78 mil novos casos estimados em 2023 segundo o INCA
- Maior incidência em mulheres, mas com taxa de cura superior a 90% quando detectado cedo
- Ultrassom e dosagem hormonal são exames de baixo custo indicados para triagem anual em adultos, especialmente após os 30 anos
*Dados transfermarkt e registros oficiais dos clubes | **Instituto Nacional de Câncer (INCA)
Impacto para o Bahia dentro e fora de campo
Em termos táticos, Everton vinha atuando como articulador pelo lado esquerdo no 4-3-3 de Rogério Ceni, responsável por 28% das chances criadas do time segundo o Footstats. A recuperação bem-sucedida garante ao técnico a manutenção de um jogador experiente em período decisivo de Copa do Nordeste e Série A.
Imagem: Internet
Fora das quatro linhas, a repercussão da história fortalece a imagem institucional do Bahia, que já desenvolve campanhas de responsabilidade social. A tendência é que o clube incorpore ações de prevenção ao câncer em seus projetos de marketing, aproveitando o alcance do atleta para ampliar o diálogo com torcedores.
O que vem a seguir
A comissão técnica planeja um controle de carga específico para Everton nas próximas semanas, priorizando adaptação fisiológica pós-cirurgia. Caso mantenha evolução sem intercorrências, o meia deve ganhar minutagem progressiva nas rodadas decisivas do Brasileirão. Paralelamente, a campanha de conscientização tende a ganhar espaço nas redes sociais do clube e do jogador, criando um ciclo positivo de engajamento e informação de saúde.
Conclusão Prospectiva: A jornada de Everton Ribeiro mostra como um momento crítico de saúde pode repercutir além do indivíduo, influenciando planejamento esportivo e promovendo educação pública. A expectativa é que, recuperado, o meia reassuma seu papel de liderança técnica no Bahia enquanto transforma a própria história em plataforma contínua de prevenção, tema que deve permanecer no radar ao longo da temporada.
Com informações de netfla.com.br