Manchester, 24 de novembro de 2025 – Mesmo atuando com um jogador a menos desde os 14 minutos do primeiro tempo, o Everton derrotou o Manchester United por 1 a 0 em Old Trafford, encerrando a 12ª rodada da Premier League e alcançando os mesmos 18 pontos dos Red Devils.
Como a partida virou de cabeça para baixo
O United iniciou pressionando, com boa circulação de bola no terço final e linha defensiva adiantada. A estratégia parecia funcionar até que, aos 14’, Gana Gueye acertou um tapa no rosto do zagueiro Kane, companheiro de time, em um desentendimento sobre posicionamento. O árbitro aplicou cartão vermelho direto, deixando o Everton com dez jogadores e forçando David Moyes a recuar o bloco defensivo para um 4-4-1 compacto.
O golaço que mudou o roteiro
Mesmo sob pressão, os Toffees encontraram espaço aos 29’. Após recuperar a bola no meio, Dewsbury-Hall recebeu perto da meia-lua, limpa a marcação e acertou o ângulo esquerdo de Onana. O gol obrigou o United a intensificar o volume ofensivo, mas a equipe de Rúben Amorim esbarrou em transições mal executadas e na atuação segura do goleiro Jordan Pickford.
Raio-X do resultado
Classificação após 12 rodadas
- 10º – Manchester United: 18 pontos
- 11º – Everton: 18 pontos
Próximos compromissos do Manchester United
- Crystal Palace (F) – 30/11, 9h
- West Ham (C) – 04/12, 17h
- Wolverhampton (F) – 08/12, 17h
Próximos compromissos do Everton
Imagem: Internet
- Newcastle (C) – 29/11, 14h30
- Bournemouth (F) – 02/12, 16h30
- Nottingham Forest (C) – 06/12, 12h
Impacto tático e tendência para a sequência do campeonato
Para o Everton, a vitória reforça o modelo reativo de Moyes: defender baixo, atrair pressão e explorar a precisão dos meias em transição. O resultado devolve confiança após três partidas sem triunfo e mantém o clube a apenas quatro pontos da zona de competições europeias.
Já o United soma a segunda derrota seguida em casa e evidencia um problema recorrente: dificuldade para furar defesas compactas. Amorim tem menos de uma semana para ajustar a dinâmica entre Bruno Fernandes e Rashford, responsáveis por criar superioridade numérica entrelinhas, tarefa que falhou apesar de 77% de posse na etapa final.
Perspectiva: se mantiver a solidez demonstrada mesmo com um atleta a menos, o Everton pode entrar de vez na briga por Liga Europa nas próximas rodadas. O Manchester United, por outro lado, precisa capitalizar os confrontos contra equipes da parte de baixo da tabela para não transformar a meta de G-4 em missão de recuperação.
Com informações de ESPN.com.br