Londres, 13 de setembro de 2025 — Um gol de Fábio Carvalho aos 50 min do segundo tempo garantiu o empate em 2 x 2 do Brentford contra o Chelsea, no Gtech Community Stadium, em duelo válido pela Premier League. A igualdade manteve a invencibilidade dos Bees em casa e custou dois pontos ao time de Enzo Maresca, que adotou forte rotação de elenco visando os compromissos contra Bayern de Munique e Manchester United.
Rotação de Maresca não resiste até o fim
O treinador italiano escalou Wesley Fofana como lateral-direito e o jovem Jorrel Hato na esquerda, deixando Reece James, Malo Gusto e Marc Cucurella no banco. No meio, a camisa 10 ficou com o argentino Facundo Buonanotte, autor de um hat-trick em jogo-treino, mas que atuou apenas 45 minutos. Mesmo após as correções no intervalo — inclusão de James, Cucurella e, mais tarde, Cole Palmer — o Chelsea mostrou oscilação e cedeu espaços até sofrer o empate nos acréscimos.
Long throw de Kevin Schade: a arma que insiste em funcionar
O lance decisivo nasceu de um lateral longo cobrado por Kevin Schade. Desde a temporada passada, o Brentford já marcou sete vezes em jogadas idênticas, número superior ao de qualquer outro clube da liga. O técnico Keith Andrews reforçou depois do jogo que “não há motivo para desprezar o fundamento” — uma clara alusão ao fato de equipes tradicionais estarem recorrendo cada vez mais ao expediente.
Raio-X do jogo
- Gols: Schade 23’ (1-0); Palmer 55’ (1-1); Caicedo 84’ (1-2); Fábio Carvalho 90+5’ (2-2).
- Fábio Carvalho — Todos os 6 gols do meia na Premier League ocorreram após os 75’, sendo 4 deles a partir dos 89’.
- Brentford — 7 gols oriundos de lateral desde 2024/25, pelo menos cinco a mais que qualquer adversário (Opta).
- Chelsea — Segunda vez em quatro jogos que o time sofre gol nos acréscimos.
- Pressão alta — Igor Thiago lidera a liga em ações de pressão no terço final; mesmo amarelado cedo, manteve índice de 18 pressões no jogo.
O que muda para Brentford e Chelsea na sequência da temporada
Para o Brentford, o ponto somado mantém a equipe na metade superior da tabela e reforça a identidade combativa inaugurada na era Thomas Frank e mantida por Andrews. A consistência nas bolas paradas continua sendo diferencial crucial para somar pontos contra clubes do Big Six.
O Chelsea, por sua vez, segue fora da zona de classificação direta para a Champions e terá de administrar o desgaste físico: nas próximas duas semanas enfrentará o Bayern pela Champions League e visitará o Manchester United pela Premier League. A tendência é que Maresca diminua o número de testes defensivos depois da falha de cobertura que permitiu o gol de Carvalho.
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Perspectiva — O empate deixa claro que a profundidade do elenco blue não garante imunidade contra desatenções táticas. Se quiser brigar pelo topo, Maresca precisará calibrar a rotação para não perder consistência nos minutos finais, enquanto o Brentford mostra que os detalhes de bola parada seguem sendo seu passaporte para resultados contra adversários mais ricos. Resta saber se, na maratona de setembro, o Chelsea corrigirá o problema ou continuará desperdiçando pontos preciosos.
Com informações de The Guardian