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    Allianz tem ‘noites viradas’ para tentar receber Palmeiras x Novorizontino na final do Paulistão; veja bastidores

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    São Paulo – Funcionários da Soccer Grass trabalham em regime de 24 horas desde sexta-feira (27) para entregar o Allianz Parque apto a receber Palmeiras x Novorizontino no jogo de ida da final do Paulistão, marcado para quarta-feira, 4 de março. O clube precisa confirmar o estádio até as 12h de segunda-feira (2) em reunião com a Federação Paulista de Futebol (FPF) porque o gramado está em processo de troca.

    Por que o Allianz corre contra o relógio?

    A troca de gramado híbrido – programada para alinhar o piso às exigências da temporada 2026 – coincidiu com a possibilidade de o Verdão decidir o Estadual em casa. O planejamento inicial previa retorno ao estádio apenas para o segundo jogo da final, em 8 de março. Entretanto, a melhor campanha do Novorizontino inverteu o mando de campo, forçando o Palmeiras a buscar uma solução emergencial para jogar no Allianz já na quarta-feira.

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    Mutirão noturno e protocolos técnicos

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    Segundo apuração, o processo envolve:

    • Retirada total do gramado anterior;
    • Instalação de nova base de areia e aditivos para drenagem;
    • Colocação de placas de grama híbrida pré-cultivada;
    • Uso constante de iluminação artificial e ventilação forçada para acelerar enraizamento.

    Essas etapas normalmente exigem de 10 a 14 dias, mas o cronograma foi comprimido para pouco mais de uma semana. Técnicos monitoram diariamente resistência do solo, nivelamento e absorção de umidade para garantir condições de jogo aprovadas pelo laudo técnico da FPF.

    Raio-X das campanhas – por que o mando importa

    Novorizontino terminou a fase de classificação com a melhor pontuação geral, fator que lhe garante o mando do segundo confronto. Já o Palmeiras, mesmo invicto como visitante, construiu boa parte de seus resultados no Allianz nos últimos anos: o estádio registra mais de 70% de aproveitamento em jogos oficiais desde 2020, segundo dados da própria agremiação.

    Decidir a primeira partida em casa pode ser decisivo porque:

    • Permite ao Verdão abrir vantagem no placar agregado diante de sua torcida;
    • Antecipa adaptação ao novo gramado antes do Brasileirão, que começa em 12 de março contra o Vasco;
    • Evita deslocamentos adicionais, preservando o elenco – ponto sensível em reta final de pré-temporada para Libertadores.

    Cenários caso o Allianz não seja liberado

    Se o gramado não receber o aval até segunda-feira, o Palmeiras deverá indicar estádio alternativo. Arena Barueri e Morumbi surgem como opções viáveis, mas ambas exigem logística extra de operação e venda de ingressos em curto prazo. Além disso, o Verdão perderia o fator-casa que costuma impulsionar a equipe em jogos decisivos.

    Próximos compromissos e impacto estratégico

    A sequência alviverde prevê:

    • 04/03 – Final (ida) vs Novorizontino
    • 08/03 – Final (volta) @ Novorizontino
    • 12/03 – Brasileirão: Vasco @ São Januário

    Uma eventual antecipação do retorno ao Allianz pode deixar o campo ainda em consolidação para o início do Nacional. Por outro lado, jogar a decisão estadual fora de casa ampliaria a curva de adaptação ao novo piso, potencialmente oferecendo gramado mais firme e estável para a estreia no Brasileirão.

    Conclusão prospectiva: a confirmação do Allianz Parque até meio-dia de segunda-feira será o primeiro lance da final. Se o mutirão noturno der resultado, o Palmeiras ganha torcida e familiaridade no jogo de ida; caso contrário, precisará recalcular rota logística e psicológica antes mesmo de enfrentar o Novorizontino. O desfecho desse impasse definirá não só o palco da decisão, mas também o ritmo de preparação alviverde para a maratona de 2026.

    Com informações de ESPN Brasil

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