Quem: Rivaldo, campeão do mundo em 2002 e embaixador da Betfair.
O quê: afirmou que a final da Conmebol Sul-Americana é a “chance de salvar o ano” do Atlético Mineiro.
Quando: declaração concedida em entrevista nesta semana.
Onde: durante ação promocional da Betfair.
Por quê: o Galo chega ao fim da temporada sem títulos de âmbito nacional ou internacional e enxerga o torneio continental como oportunidade de fechar o ciclo em alta.
Por que a Sul-Americana virou prioridade imediata
O Atlético-MG iniciou 2024 sonhando alto em todas as frentes — Libertadores, Copa do Brasil e Campeonato Brasileiro. Porém, eliminação precoce no torneio continental, queda antes das semifinais da Copa do Brasil e distância para o líder no Brasileirão colocaram pressão sobre a comissão técnica. Nesse contexto, a Sul-Americana transformou-se em rota alternativa de conquista, tanto esportiva quanto financeira.
Raio-X da campanha alvinegra até a final
Regularidade ofensiva: o time tem média superior a um gol por jogo na competição, com Hulk diretamente envolvido em mais de 40 % dos tentos (gols + assistências).
Solidez defensiva: a defesa sofreu menos de um gol por partida desde a fase de grupos, amparada pelo entrosamento entre Bruno Fuchs e Maurício Lemos.
Aproveitamento como mandante: 100 % de vitórias no Mineirão na Sul-Americana, fator que alimenta a confiança para um possível jogo decisivo em Belo Horizonte.
Impacto financeiro e esportivo em caso de título
De acordo com a Conmebol, o campeão da Sul-Americana embolsa aproximadamente US$ 6 milhões em premiação direta, além da vaga automática na Libertadores do próximo ano. Esse valor aliviaria o fluxo de caixa atleticano, que ainda trabalha para equilibrar investimentos recentes em infraestrutura (Arena MRV) e contratações.
O encaixe tático que pode decidir a final
O técnico Gabriel Milito manteve o esquema 4-3-3, mas usou a competição para testar variações de saída de bola com três zagueiros. A alternância favorece:
— Liberdade a Guilherme Arana para chegar à linha de fundo.
— Hulk como pivô, abrindo espaço para Paulinho atacar às costas da defesa.
— Segurança a Everson, que lidera o torneio em passes certos entre goleiros.
Imagem: Divulgação
Próximos desafios e possíveis cenários
Se conquistar o título, o Atlético-MG muda a narrativa de 2024, garantindo presença na Libertadores 2025 e pressionando menos o planejamento de contratações. Uma derrota, por outro lado, obrigará a diretoria a explicar um ano sem troféus de maior porte, aumentar a necessidade de venda de ativos e possivelmente antecipar a reformulação do elenco.
Conclusão: a análise de Rivaldo encontra respaldo nos números e no contexto competitivo. A decisão continental sintetiza a temporada do Galo: entre transformar frustração em conquista internacional ou ampliar a sensação de “ano perdido”. O duelo vale bem mais que a taça; define orçamento, elenco e o rumo estratégico do clube para 2025.
Com informações de BandSports