Defesa do Flamengo se destaca sob comando de Leonardo Jardim

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Rio de Janeiro (RJ) – O Flamengo recuperou sua consistência defensiva desde a chegada de Leonardo Jardim, em janeiro de 2026: em três partidas consecutivas (Fluminense, Cruzeiro e Botafogo), o time não sofreu gols, contrastando com os 14 gols tomados nos 12 compromissos anteriores sob Filipe Luís.

Por que a defesa voltou a funcionar

Jardim herdou um setor que, em 2025, já havia mostrado potencial — foram apenas 46 gols sofridos em 74 jogos, média de 0,62 gol/jogo. A queda de rendimento no início de 2026 expôs problemas de compactação que o novo treinador tratou como prioridade nos primeiros treinos: redução de espaço entre linhas, pressão coordenada na perda da bola e reposicionamento dos volantes na frente da zaga.

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Raio-X defensivo sob Leonardo Jardim

  • Finalizações permitidas: 6 em 270 minutos (média de 2 por jogo)
  • Jogos sem sofrer gol: 3/3 (100% de clean sheets)
  • Principais bloqueadores: Léo Pereira (5 interceptações), Léo Ortiz (4 cortes decisivos)
  • Bolas aéreas vencidas: dupla de zaga ganhou 79% dos duelos na área

O papel dos “Léos” na última linha

Léo Pereira e Léo Ortiz consolidaram uma parceria em que a cobertura curta e as inversões rápidas de lado têm evitado que laterais fiquem expostos. Pereira, que marcou um gol de falta contra o Botafogo, soma ainda 92% de aproveitamento nos passes verticais, acelerando transições após recuperar a posse. Ortiz, por sua vez, comanda a linha pelo setor direito, orientando o ajuste de profundidade para evitar rupturas.

Impacto imediato na temporada

No Campeonato Brasileiro, o Flamengo ainda busca subir na tabela e já soma três pontos importantes ao evitar derrotas nos clássicos cariocas. Na Copa Libertadores, a solidez defensiva tende a ser determinante fora de casa: nos mata‐matas, a equipe que sofre menos gols avança em 76% das vezes desde 2018, segundo levantamento da Conmebol.

O que observar nos próximos compromissos

Jardim terá agora o desafio de manter o equilíbrio contra adversários de maior posse de bola, caso de Palmeiras e River Plate, próximos na agenda rubro-negra. A tendência é ver Thiago Maia recuando entre os zagueiros nas fases de construção, liberando laterais para amplitudes altas, enquanto a dupla de zaga mantém a agressividade nos duelos individuais.

Conclusão prospectiva: A retoma da solidez defensiva recoloca o Flamengo entre os candidatos a melhor sistema de contenção do país. Se o índice de finalizações cedidas permanecer abaixo de três por partida, o clube carioca ganhará margem para evoluir ofensivamente sem perder equilíbrio, fator que pode ser decisivo nos mata-matas continentais que se aproximam.

Com informações de NetFla

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