Rio de Janeiro, 12/06/2024 – A diretoria do Flamengo descartou oficialmente qualquer investida em Gabriel Jesus para a próxima temporada e passou a avaliar a contratação de Paulo Dybala, atacante da Roma com vínculo até junho de 2026. O clube entende que o elenco já possui alternativas suficientes para o setor ofensivo e, por isso, realinha a estratégia de mercado em busca de oportunidades consideradas de alto impacto técnico.
Por que Gabriel Jesus saiu do radar rubro-negro?
O Flamengo buscou informações sobre a situação contratual de Gabriel Jesus no Arsenal, mas esbarrou em dois fatores decisivos:
1) Custo de aquisição: o atacante tem contrato até 2027 e está avaliado em cerca de 75 milhões de euros, segundo dados públicos do Transfermarkt. Além disso, o salário anual na Premier League gira em torno de 10 milhões de libras, valor considerado fora do teto rubro-negro.
2) Sinalização negativa do staff: de acordo com a apuração do jornalista “Paparazzo Rubro-Negro”, o jogador não se mostrou disposto a voltar ao Brasil neste momento da carreira.
Dybala: oportunidade de mercado e encaixe tático
Com a negativa de Gabriel Jesus, o Flamengo volta suas atenções a Paulo Dybala, 30 anos, que possui multa rescisória de 12 milhões de euros para clubes fora da Itália durante a janela europeia de verão. Internamente, Dybala é visto como uma oportunidade porque:
- É versátil: pode atuar como segundo atacante, meia-articulador ou falso nove, função que Jorge Sampaoli tentou explorar em 2023 sem sucesso consistente.
- Agrega qualidade na bola parada: o argentino é cobrador de faltas e escanteios, fundamentos que hoje alternam entre Arrascaeta e Everton Ribeiro.
- Experiência internacional: campeão mundial com a Argentina em 2022, traz lastro de Champions League e Serie A.
Raio-X estatístico de Paulo Dybala (últimas duas temporadas)
2022/23 – Roma
38 jogos | 18 gols | 8 assistências | 0,68 participações diretas por jogo
2023/24 – Roma*
28 jogos | 12 gols | 6 assistências | 0,64 participações diretas por jogo
*números até maio/2024, dados Opta
Imagem: Internet
Impacto na estrutura atual do elenco
Hoje, o ataque rubro-negro conta com Gabigol, Pedro, Bruno Henrique, Everton Cebolinha e Luiz Araújo. Mesmo numericamente bem servido, o clube enxerga em Dybala uma peça capaz de:
- Reduzir a dependência criativa de Arrascaeta, oferecendo um segundo organizador pelo corredor central.
- Criar variações de esquema, liberando Gabigol ou Pedro para atuarem juntos com Dybala em um 4-3-1-2 ou 3-4-1-2, formações que Tite utilizou esporadicamente na Seleção.
- Aumentar a eficiência nas jogadas de transição: Dybala possui média de 3,8 passes progressivos por 90 min na Serie A 23/24, segundo FBref.
Desafios financeiros e prazos
A contratação depende de três frentes:
- Negociação salarial: a remuneração de Dybala na Roma é estimada em 6 milhões de euros líquidos por ano. O Flamengo estuda o uso de bônus por performance e verbas de marketing para viabilizar o acordo dentro da realidade da SAF.
- Timing de mercado: se não houver acordo imediato, o clube pode optar por esperar a proximidade do fim do contrato em 2026 e tentar assinar um pré-contrato em janeiro daquele ano.
- Compatibilidade médica: o argentino teve histórico recente de lesões musculares (quatro ausências na temporada 23/24). O departamento de saúde rubro-negro analisará relatórios clínicos antes de avançar.
O que vem a seguir?
Com a janela de transferências brasileira prevista para abrir em 10 de julho, o Flamengo deve intensificar contatos com representantes de Paulo Dybala nas próximas semanas. Enquanto isso, o técnico Tite trabalha com o elenco atual para as fases eliminatórias da Libertadores e da Copa do Brasil. Uma eventual chegada do argentino poderia ocorrer já no segundo semestre, impactando diretamente a rotação ofensiva em mata-matas decisivos.
Conclusão prospectiva: A retirada de Gabriel Jesus da pauta realinha o Flamengo com um perfil de contratação mais estratégico do que midiático. Caso avance por Dybala, o clube pode ganhar um diferencial criativo raríssimo no futebol sul-americano, mas precisará equilibrar o investimento com a sustentabilidade financeira — ponto cada vez mais crucial na gestão rubro-negra.
Com informações de NetFla