Rio de Janeiro (12/03/2026) – Recém-chegado ao Flamengo, o técnico português Leonardo Jardim reuniu vídeos, auxiliares e o próprio atleta para decidir que Lucas Paquetá atuará como meia-central ao lado de Arrascaeta. A definição veio após uma conversa individual entre o treinador e o camisa 20, às vésperas da vitória por 2 a 0 sobre o Cruzeiro, no Maracanã, pelo Brasileirão.
Por que Jardim apostou no meio-campo centralizado?
Desde que desembarcou na Gávea, Jardim mapeou os atletas que mais recebem pressão externa. Paquetá, cria do Ninho e comprado de volta em janeiro, encabeçava essa lista. Segundo a comissão, o rendimento do jogador é maximizado quando ele parte da faixa central, cumprindo a função de meia 8/10: auxilia na construção em bloco baixo, tem liberdade para se aproximar da área e ainda participa da pressão pós-perda, um dos pilares do modelo do treinador.
Histórico de posição de Lucas Paquetá
• Flamengo (2016-2018): alternou entre meia-central e falso ponta esquerda no 4-2-3-1 de Reinaldo Rueda.
• Milan (2019-2020): jogou como interior esquerdo no 4-3-3 de Stefano Pioli.
• Lyon (2020-2022): rendimento de destaque como “meia-8” liberado para flutuar entre linhas.
• West Ham (2022-2025): utilizado tanto como armador quanto como ala invertido, aprimorando intensidade sem bola.
Raio-X de Paquetá (dados públicos – Transfermarkt)
Jogos na carreira profissional: 260
Gols: 64
Assistências: 38
Média de participações diretas em gol: 0,39 por partida
Pé dominante: esquerdo (84% das ações ofensivas partem deste lado)
Encaixe com Arrascaeta e o sistema de Jardim
Jardim costuma utilizar um 4-3-3 situacional que vira 4-2-3-1 com bola. Nesse desenho, Arrascaeta é o 10 clássico entre linhas, enquanto Paquetá se torna o interior que pisa na área e recompõe ao lado do primeiro volante na fase defensiva. A dupla promete elevar a criação rubro-negra, que terminou o Brasileirão 2025 na quinta posição em chances criadas por 90’ (dados da CBF).
Impacto imediato na sequência rubro-negra
• Botafogo (F) – 14/03: jogo que testa o poder de retenção de bola do meio; Paquetá deve ser responsável por quebrar a linha de cinco alvinegra.
• Remo (C) – 19/03: cenário de bloco baixo, exigindo infiltrações curtas do camisa 20.
• Corinthians (F) – 22/03: duelo de meio, onde a pressão coordenada de Paquetá é chave para neutralizar as transições paulistas.
Imagem: Internet
O que esperar? Caso a adaptação seja rápida, o Flamengo ganha criatividade sem sacrificar equilíbrio defensivo, reduzindo a dependência de extremos e aproximando-se do modelo posicional que tornou Jardim campeão em Portugal e na França.
No curto prazo, o desempenho de Paquetá como meia-central será termômetro para eventuais ajustes no elenco na janela de meio de ano, especialmente na busca por um segundo volante com boa saída. Os próximos jogos, então, funcionam como laboratório tático e podem definir não só a campanha rubro-negra, mas também o perfil dos reforços que chegarão ao Ninho do Urubu em julho.
Com informações de ESPN Brasil