Quem: Flamengo e Lanús | O que: derrota rubro-negra por 1 x 0 | Quando: 19 de fevereiro | Onde: Estádio La Fortaleza, Argentina | Por que importa: o revés obriga o Flamengo a vencer por dois ou mais gols no Maracanã para ficar com o título da Recopa Sul-Americana.
Derrota que expõe falhas coletivas
O Flamengo saiu atrás na decisão da Recopa após atuação considerada “apática” pelo diário AS. A falta de conexão entre meio-campo e ataque impediu o time de criar chances claras, mesmo com nomes técnicos como Lucas Paquetá e Giorgian de Arrascaeta em campo. O gol de Castillo, aos 32 minutos da etapa final, nasceu de um cruzamento simples pela esquerda, mas evidenciou problemas de posicionamento defensivo: o atacante subiu entre os zagueiros sem marcação efetiva, cabeceando sem chances para o goleiro Agustín Rossi.
Sem reação consistente, a equipe carioca terminou o jogo com apenas uma finalização perigosa — chute de Samuel Lino defendido pelo goleiro Morales — e se viu presa à marcação argentina, que adiantou linhas e neutralizou qualquer tentativa de triangulação pelo centro.
Raio-X da partida de ida
Posse de bola: Lanús 48% x 52% Flamengo (leve vantagem rubro-negra, porém pouco produtiva).
Finalizações: Lanús 9 (4 no alvo) x 6 (1 no alvo) Flamengo.
Escanteios: Lanús 5 x 3 Flamengo.
Faltas cometidas: Lanús 14 x 12 Flamengo.
Principais jogadores subaproveitados: Paquetá (1 passe para finalização), Arrascaeta (0 chutes), Pedro (2 toques na área rival após entrar).
O que o Flamengo precisa para reverter a decisão
1) Reequilibrar o corredor central: contra o Lanús, o meio atuou em linha, sem um volante capaz de romper a pressão inicial. A entrada de um “segundo volante” de passe vertical, como Erick Pulgar, pode acelerar a transição.
2) Profundidade pelos lados: sem amplitude, o time concentrou jogo por dentro. Colocar pontas de pé trocado (como Luiz Araújo ou Bruno Henrique) pode abrir espaço para as infiltrações de Arrascaeta.
Imagem: Internet
3) Bolas paradas defensivas: o gol argentino surgiu em cruzamento frontal, fundamento que já custou 11 dos 42 gols sofridos pelo Flamengo no Brasileirão 2023. Ajustar marcação individual mista e posicionar um jogador na primeira trave são ajustes imediatos.
4) Gestão física até 26/02: o elenco encara o Madureira em 22/02 pelo Carioca; a tendência é rodar titulares para chegar inteiro ao Maracanã.
Calendário e cenários possíveis
22/02 – Flamengo x Madureira (Carioca): oportunidade para retomar confiança, testar formação com maior agressividade e dar minutos a reservas que podem ser alternativas na decisão.
26/02 – Flamengo x Lanús (Recopa, 21h30):
- Vitória por 2+ gols: título rubro-negro no tempo normal.
- Vitória por 1 gol: disputa vai para prorrogação; persistindo empate no agregado, pênaltis.
- Empate ou derrota: troféu fica com o Lanús.
Com a força do Maracanã — onde o clube registra aproveitamento de 73% em todas as competições desde 2022 — o time confia em repetir viradas históricas, como na Libertadores de 2019 contra o Emelec. A presença massiva da torcida e um plano de jogo que maximize a criatividade de Arrascaeta e Paquetá serão determinantes.
Conclusão prospectiva: O revés em La Fortaleza aumenta a pressão, mas oferece ao técnico rubro-negro um diagnóstico claro: recuperar a intensidade sem bola, reajustar a saída de jogo e potencializar os articuladores. Se esses pontos forem corrigidos, o Flamengo mantém intacta a chance de conquistar sua terceira Recopa e iniciar 2024 com moral elevado para a fase decisiva do Campeonato Carioca e o início da Libertadores.
Com informações de NetFla