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    OPINIÃO: O que dava para comprar Vitinho agora compra Paquetá; o poder do Flamengo assusta

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    Rio de Janeiro, 13 de janeiro de 2026 – O Flamengo estuda oferecer até 40 milhões de euros (cerca de R$ 250,8 milhões) ao West Ham para repatriar o meio-campista Lucas Paquetá, formado no Ninho do Urubu. A cifra consome aproximadamente 11,9 % do faturamento rubro-negro de 2025 (R$ 2,1 bilhões), proporção muito semelhante aos 10,4 % destinados à contratação de Vitinho em 2018. O paralelo evidencia o salto de poder de investimento do clube em apenas oito temporadas.

    De Vitinho a Paquetá: oito anos de salto financeiro

    Em 2018, a chegada de Vitinho por R$ 53,9 milhões era recorde interno e exigiu engenharia financeira. Desde então, o Flamengo:

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    • Praticamente quadruplicou a receita anual (de R$ 516,8 mi para R$ 2,1 bi).
    • Alavancou a marca com títulos de Libertadores (2019 e 2022) e Brasileiros (2019 e 2020).
    • Ampliou fontes de renda em mídia, bilheteria e patrocínios, reduzindo dependência de vendas de atletas.
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    Com fluxo de caixa robusto, o clube consegue investir valores absolutos muito superiores mantendo a mesma relação saudável com o faturamento.

    Onde Paquetá se encaixa no elenco de 2026

    Jorge Sampaoli conta hoje com Arrascaeta, De la Cruz e Gerson como principais criadores. Paquetá, habituado a jogar como mezzala ou segundo volante na Premier League, agrega:

    • Versatilidade tática: atua em linhas mais recuadas sem perder capacidade de infiltração.
    • Pressão pós-perda: intensidade característica do futebol inglês, útil para recuperar a bola em campo adversário.
    • Formação em casa: adaptação imediata ao ambiente e identidade rubro-negra.

    Raio-X dos números de Paquetá

    • Premier League 2024/25: 32 jogos, 7 gols, 6 assistências, 85 % de passes certos (Opta).
    • Seleção brasileira: 47 convocações, 10 gols, presença nas Copas de 2022 e 2026 (eliminatórias).
    • Valor de mercado (Transfermarkt, jan/2026): € 55 mi – West Ham sinaliza venda por € 40 mi devido à duração de contrato (até 2028).

    Impacto no mercado sul-americano e nos rivais

    Uma compra nessa escala reforça a tendência de concentração de talentos na Gávea, elevando o valor de elenco do Flamengo para patamar que se aproxima dos principais clubes portugueses. Para os concorrentes diretos no Brasil, a manobra impõe:

    • Reavaliação de políticas de investimento, sobretudo em meio-campistas de elite.
    • Pressão por receitas extras (naming rights, SAFs, venda de percentuais de TV) para reduzir a lacuna.

    Próximos passos: janela, Fair Play e calendário

    Se confirmado, o negócio deve ser concluído antes do fechamento da janela internacional de julho. O Flamengo monitora:

    • Limite de inscrição da CONMEBOL para a fase mata-mata da Libertadores 2026.
    • Regras de Fair Play Financeiro da CBF, que exigem equilíbrio operacional – hoje favorável ao clube.
    • Avaliação médica: Paquetá encerrou 2025 sem lesões, mas passará por exames detalhados.

    Conclusão prospectiva: Se a contratação avançar, o Flamengo consolidará um modelo de negócios no qual altos investimentos são suportados por receitas crescentes e títulos que retroalimentam a marca global do clube. O efeito imediato será elevar o patamar técnico do meio-campo e, a médio prazo, pressionar rivais a buscarem novas formas de capitalização – tema que deve dominar a próxima temporada do futebol brasileiro.

    Com informações de ESPN Brasil

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