Rio de Janeiro (RJ) – O Flamengo define nesta quarta-feira (29), às 21h30, em Avellaneda, a vaga na final da CONMEBOL Libertadores e levará a campo uma equipe modificada: Léo Ortiz retorna à zaga, Arrascaeta pode alternar entre armador e falso 9, e Filipe Luís ajusta o meio-campo com Pulgar, Jorginho e Saúl para sustentar a vantagem de 1 × 0 construída no Maracanã.
Por que as mudanças são necessárias?
Sem o lesionado centroavante Pedro, o técnico Filipe Luís precisa reconfigurar a fase ofensiva. A solução passa por um losango no meio ou um 4-3-3 móvel, no qual Giorgian Arrascaeta inicia como meia central, mas infiltra na área como falso 9 – função já testada com sucesso no início do Brasileirão.
No sistema defensivo, o retorno de Léo Ortiz, recuperado de entorse no tornozelo, recoloca a dupla de maior entrosamento da temporada ao lado de Léo Pereira. A troca devolve Danilo ao banco e fortalece a bola aérea, área em que o Racing costuma criar 28 % de suas finalizações na Libertadores 2025, segundo a Conmebol.
Raio-X da provável escalação
Provável Flamengo: Rossi; Varela, Léo Ortiz, Léo Pereira e Alex Sandro; Pulgar, Jorginho, Saúl; Plata (ou Luiz Araújo), Arrascaeta e Carrascal.
- Varela mantém a sequência como “lateral da Libertadores”, garantindo amplitude pela direita.
- Pulgar lidera o time em passes progressivos no torneio (média de 7,3 por jogo) e é peça-chave para a saída de três.
- Carrascal, melhor em campo na ida, permanece aberto à esquerda para duelos 1 × 1 contra a lateral mais vulnerável do Racing.
- Plata oferece recomposição e presença de área; Luiz Araújo entrega maior agressividade no drible – a escolha final dependerá do controle de posse planejado por Filipe Luís.
Impacto defensivo: bloco mais baixo e proteção à vantagem
Com 1 × 0 a favor, o Flamengo pode optar por um bloco médio/baixo nos minutos iniciais, usando Pulgar como “tampão” à frente da zaga e liberando Jorginho para pressionar a primeira construção argentina. Ortiz e Léo Pereira, ambos acima de 70 % de aproveitamento em duelos aéreos na competição, dão segurança contra bolas longas e escanteios, pontos fortes de Roger Martínez.
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Consequências para a temporada
Uma classificação colocaria o Flamengo na terceira final de Libertadores em sete temporadas (2019, 2022 e 2025), consolidando Filipe Luís em seu primeiro grande mata-mata como técnico principal. Em paralelo, a comissão projeta rotação do elenco no Brasileirão: Sport (1/11) e São Paulo (5/11) devem ver time misto, priorizando a eventual preparação para a decisão continental em novembro.
Com ajustes pontuais, mas estratégicos, o Flamengo chega a Avellaneda buscando administrar a vantagem com um meio-campo experiente, zaga reforçada e Arrascaeta multifunção. A forma como o uruguaio alternar entre criação e finalização pode ser decisiva não apenas para passar pelo Racing, mas para moldar o plano rubro-negro em uma possível final continental.
Com informações de ESPN Brasil