Rio de Janeiro, abril de 2025 – O Fluminense chega ao fim do primeiro quadrimestre da temporada com um feito raro no futebol brasileiro: de 2020 a 2025, o clube disputou oito finais oficiais e já tem caminho aberto para tentar a nona. Em dezembro, o Tricolor enfrenta o Vasco, no Maracanã, pela semifinal da Copa do Brasil que vale lugar na decisão contra Corinthians ou Cruzeiro.
Como o Flu construiu a sequência de decisões
Desde a temporada 2020, o Fluminense tem alternado participações em finais estaduais, continentais e até mundiais. A lista engloba quatro edições do Campeonato Carioca, a Copa Libertadores, a Recopa Sul-Americana e a Copa do Mundo de Clubes. Nesse recorte, o aproveitamento é de 50%: foram quatro troféus erguidos (Carioca 2022 e 2023, Libertadores 2023 e Recopa 2024) e quatro vice–campeonatos.
Raio-X das finais tricolores (2020-2025)
2020 – Carioca (vice)
2021 – Carioca (vice)
2022 – Carioca (campeão)
2023 – Carioca (campeão); Libertadores (campeão); Mundial de Clubes (vice)
2024 – Recopa Sul-Americana (campeão)
2025 – Carioca (vice); semifinal da Copa do Mundo de Clubes (3º lugar geral)
Por que a semifinal da Copa do Brasil é estratégica
Além de representar o caminho mais curto para mais um título nacional, a Copa do Brasil oferece uma premiação total que pode ultrapassar R$ 90 milhões ao campeão, valor relevante para um elenco que, segundo dados da CBF, é o quinto mais caro do país em 2025. Avançar também mantém o Flu no topo do ranking de pontos da Conmebol, fundamental na busca por vagas diretas em futuras Libertadores.
Comparativo de desempenho em mata-mata
• Fluminense: 8 finais entre 2020-25 (4 títulos, 50% de aproveitamento).
• Flamengo (referência nacional): 10 finais (6 títulos, 60%).
• Palmeiras: 7 finais (4 títulos, 57%).
O dado mostra que o Tricolor se consolida entre os clubes brasileiros que mais sustentam desempenho em jogos decisivos, apesar de ter menor orçamento em relação aos rivais citados.
Impacto tático para 2025
Com a maratona de competições, o técnico Fernando Diniz vem alternando formações. No Estadual, o time sofreu 11 gols em 13 partidas (média de 0,84) – a menor do clube desde 2018. Esse ajuste defensivo é crucial contra o Vasco, que tem 61% dos seus gols em 2025 oriundos de bolas paradas, segundo levantamento do Footstats. Manter a compactação entre linhas e o controle de posse (Flu registra 59% em média na temporada) será determinante para buscar a vaga na final.
Imagem: Marcelo Gçalves
O que vem pela frente
Caso confirme a classificação, o Fluminense poderá repetir 2023, quando finalizou o calendário com três finais disputadas. A provável decisão da Copa do Brasil caberá entre as fases eliminatórias da Libertadores 2026, exigindo gestão física e mental do elenco. O clube também deve monitorar o mercado de meio de ano para reforçar o lado direito, setor com maior desgaste de minutos.
No horizonte, portanto, a possível nona final em seis anos não é apenas estatística: representa receita, ranking internacional e consolidação de um processo esportivo que sustenta o Fluminense no topo do futebol sul-americano.
Com informações de Netflu