RIO DE JANEIRO — O Fluminense chega ao fim de fevereiro de 2026 com nove vitórias, um empate e apenas uma derrota nos primeiros 11 compromissos da temporada, disputados entre Campeonato Carioca e as rodadas iniciais do Campeonato Brasileiro. O desempenho de 84,8 % de aproveitamento coloca o Tricolor em posição privilegiada antes da estreia na Copa do Brasil e na fase de grupos da Libertadores, ambas previstas para abril.
Início arrasador sob comando de Zubeldía
O técnico Luis Zubeldía, contratado no fim de 2025, manteve a base que terminou a temporada passada e, em pouco mais de seis semanas de jogos oficiais, já coleciona vitórias sobre rivais diretos como Flamengo (2 x 1) e Grêmio (2 x 1). A consistência defensiva — média de 0,72 gol sofrido por partida — reforça a mudança tática: linha de quatro mais resguardo dos volantes em fase defensiva, liberando laterais apenas em transição controlada.
Raio-X dos números de 2026
Jogos: 11
Vitórias: 9
Empates: 1
Derrotas: 1
Gols marcados: 17 (1,55 por jogo)
Gols sofridos: 8 (0,72 por jogo)
Aproveitamento: 84,8 %
Sequência de resultados
14/01 – Fluminense 2 x 1 Madureira (Luso Brasileiro)
17/01 – Boavista 1 x 0 Fluminense (Elcyr Resende)
22/01 – Nova Iguaçu 2 x 3 Fluminense (Luso Brasileiro)
25/01 – Fluminense 2 x 1 Flamengo (Maracanã)
28/01 – Fluminense 2 x 1 Grêmio (Maracanã)
01/02 – Botafogo 0 x 1 Fluminense (Nilton Santos)
05/02 – Bahia 1 x 1 Fluminense (Arena Fonte Nova)
08/02 – Fluminense 1 x 0 Maricá (Maracanã)
12/02 – Fluminense 1 x 0 Botafogo (Maracanã)
16/02 – Fluminense 3 x 1 Bangu (Maracanã)
22/02 – Vasco 0 x 1 Fluminense (Nilton Santos)
O que o desempenho aponta para as próximas competições
1. Copa do Brasil: O modelo de jogo, que prioriza posse e ocupação de espaço, costuma ser decisivo em mata-matas curtos. A defesa sólida reduz o risco do gol fora de casa — ainda inexistente no regulamento, mas sempre fator psicológico.
2. Libertadores: A média inferior a um gol sofrido por partida é requisito para fases eliminatórias, onde empates fora e vitórias mínimas em casa costumam classificar.
3. Pausa para a Copa do Mundo: A paralisação no meio do ano pode ser utilizada para recuperação física de titulares e integração de possíveis reforços da janela de julho, mas exige planejamento para não quebrar o ritmo alcançado.
Imagem: Lucas Merç
Próximos desafios no calendário
– Março: reta final do Estadual decide vantagem de mando nas semifinais.
– Abril: estreia na Copa do Brasil (adversário a sortear) e primeira rodada da Libertadores.
– Maio a junho: sequência de Brasileiro intercalada com fase de grupos continental.
Manter o atual patamar de desempenho até a pausa para a Copa do Mundo será determinante para que o Fluminense chegue à segunda metade do ano brigando em todas as frentes. A consistência defensiva e a capacidade de decisão em clássicos indicam um time competitivo, mas a maratona de jogos exigirá rodízio e reposição de elenco para sustentar as quatro competições simultâneas.
Com informações de Netflu