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    Auxiliar de Zubeldía aponta principal problema do Fluminense em derrota para o Boavista – Fluminense: Últimas notícias, vídeos, onde assistir e próximos jogos

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    BACAXÁ (RJ) — O Fluminense sofreu sua primeira derrota em 2026 ao cair por 1 a 0 para o Boavista, na noite de sábado (18), no Estádio Elcyr Resende, em Saquarema. Após a partida, o auxiliar técnico Maxi Cuberas, que substitui o comandante Luís Zubeldía enquanto ele se recupera de cirurgia cardíaca, admitiu que a equipe teve a bola, mas falhou em “conectar” jogadas no último terço do campo, permitindo que o adversário definisse o jogo em uma bola parada.

    O que disse Cuberas e por que isso importa

    Em entrevista ainda no gramado, Cuberas foi direto:

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    “Tivemos o controle da bola, mas não conseguimos concretizar no último terço. A diferença é que eles converteram na bola parada. Queríamos ganhar; agora é seguir trabalhando para otimizar o físico e o tático.”

    A fala expõe um ponto sensível na construção ofensiva tricolor. A posse de bola — marca registrada desde a chegada de Zubeldía — não se traduziu em chances claras, algo que já vinha sendo sinalizado em partidas anteriores, ainda que sem custo no placar.

    Radiografia tática da partida

    1. Posse estéril: O Fluminense circulou a bola majoritariamente na intermediária defensiva e no meio-campo, mas esbarrou na última linha boavistense, bem postada em bloco baixo.

    2. Amplitude sem profundidade: Laterais e pontas mantiveram largura, porém faltou ataque ao espaço entre zagueiros e laterais rivais. As infiltrações ficaram previsíveis e pouco coordenadas.

    3. Bola parada decisiva: Boavista abriu o marcador em jogada aérea — um escanteio curto transformado em cruzamento ao segundo pau. O detalhe expôs a necessidade de ajuste no posicionamento defensivo em lances estáticos.

    Raio-X do Fluminense em 2026

    0 derrotas até o jogo em Bacaxá: a equipe vinha de sequência invicta em amistosos e nos primeiros compromissos do Campeonato Carioca.

    Setor ofensivo em números oficiais do Estadual: antes da rodada, o Tricolor tinha média inferior a 2 gols por partida, desempenho que já acendia alerta para a reta decisiva do torneio.

    Bola parada defensiva: dos quatro gols sofridos pelo time em 2026, metade ocorreu em escanteios ou faltas laterais — estatística pública divulgada pela Federação de Futebol do Estado do Rio de Janeiro (FFERJ).

    Impacto para a sequência do Carioca e da temporada

    A derrota não compromete a classificação imediata, mas pressiona o elenco a apresentar evolução rápida. Zubeldía deve reassumir o comando dentro de até 15 dias, e a comissão quer um time “competitivo em todos os aspectos” antes do início da fase decisiva do Estadual e da estreia na Libertadores, marcada para março.

    Internamente, a prioridade será:

    • Efetividade no último terço: treinos específicos de cruzamentos, infiltrações e finalizações sob pressão.
    • Bola parada defensiva: ajustes de marcação individual por zona para reduzir o índice de gols sofridos.
    • Giro físico: rotação de elenco para manter os principais jogadores em plena forma na volta de Zubeldía.

    Conclusão prospectiva: Se o Fluminense transformar a posse em agressividade e resolver sua vulnerabilidade nas bolas paradas, a derrota em Saquarema pode se tornar um ponto de inflexão positivo. Caso contrário, o tropeço tende a servir de roteiro para adversários que enfrentarão o Tricolor nas próximas rodadas do Carioca e, principalmente, na fase preliminar da Libertadores.

    Com informações de Netflu

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