Rio de Janeiro (RJ) – Mesmo após renovar o contrato de Guga até 2029, o Fluminense ainda tem duas pendências importantes no elenco principal: o zagueiro Manoel e o volante Nonato, cujos vínculos terminam em dezembro de 2025. A diretoria optou por tratar o assunto mais perto do fim da temporada, mas a indefinição já impacta o planejamento tricolor para 2025.
Como está o tabuleiro contratual nas Laranjeiras
Nas últimas janelas, o Tricolor adotou a política de blindar as peças consideradas estratégicas:
- Guga – renovado até 2029
- Cano, Ganso, Samuel Xavier, Thiago Santos e Keno – contratos estendidos até 2026
- Lima – vínculo agora vai até dezembro de 2027
Com o núcleo principal assegurado, restam apenas Manoel e Nonato com contratos curtos, situação que contrasta com a estabilidade firmada para o restante do elenco.
Manoel: experiência a custo reduzido, mas quarta opção na zaga
O defensor de 35 anos aceitou, no início da temporada, cortar 40 % do salário para permanecer no clube. Hoje é a quarta alternativa para a defesa, atrás de nomes mais jovens e fisicamente em dia — cenário que diminui o peso de uma renovação imediata, mas coloca em risco a profundidade do setor em caso de lesões ou suspensões no Brasileirão e na Libertadores.
Nonato: titularidade frequente e a questão do empréstimo
Emprestado pelo Santos, Nonato é um dos atletas com maior minutagem sob o comando de Renato Gaúcho. A prorrogação depende de negociação tripla (Fluminense, Santos e staff do jogador), normalmente conduzida na reta final do vínculo para evitar pagamento antecipado de luvas ou reajustes inflacionados.
Raio-X dos contratos pendentes
- Manoel – Zagueiro | 35 anos | No Flu desde 2021 | Contrato até 31/12/2025 | Quarta opção na hierarquia defensiva | Salário reduzido em 2025
- Nonato – Volante | 26 anos | Emprestado pelo Santos | Contrato até 31/12/2025 | Um dos líderes em minutos jogados na temporada | Negociação depende do clube de origem
Impacto financeiro e esportivo para 2025
Manter Manoel significaria preservar experiência a baixo custo, importante em competições de mata-mata. Já a permanência de Nonato evitaria nova corrida ao mercado por um meio-campista que execute função box-to-box, característica escassa no elenco. Do ponto de vista contábil, a diretoria busca equilíbrio entre folha salarial — que já teve aumento com as últimas renovações — e a necessidade de reposições pontuais.
Imagem: Marcelo Gçalves
Próximos passos: a tendência é de que as conversas com Manoel avancem após a abertura da segunda janela de transferências, enquanto o caso de Nonato deve esquentar apenas no quarto trimestre, quando clubes e empresários costumam flexibilizar valores para evitar saídas livres.
O desenrolar dessas tratativas definirá se o Fluminense entrará em 2025 com o elenco estabilizado ou se precisará recorrer ao mercado para suprir carências nas posições de zaga e meio-campo.
Com informações de Netfluminense