Belo Horizonte (11.mar.2026) – O Atlético-MG inicia a temporada 2026 com folha salarial estimada em R$ 10 milhões mensais (cerca de R$ 120 milhões anuais), mantendo-se entre os clubes de maior poder financeiro da Série A, apesar do ajuste na SAF e da chegada do técnico Eduardo Domínguez.
Folha salarial do Galo em números
De acordo com dados de mercado compilados pela imprensa esportiva, a estrutura de vencimentos do Atlético-MG para 2026 é ancorada em jogadores experientes:
- Hulk – contrato até dez/2026 e maior salário do elenco;
- Peças de seleção como Guilherme Arana e Otávio figuram no segundo escalão de vencimentos;
- Atletas vindos da base, a exemplo de Alisson, equilibram o custo médio do grupo.
Somados, os vencimentos geram uma folha top-4 da Série A, atrás apenas de Flamengo, Palmeiras e Corinthians, segundo projeções do mercado para 2026.
Por que o investimento segue alto mesmo com a SAF?
A Sociedade Anônima do Futebol (SAF) alvinegra passa por reestruturação financeira desde 2024, mas manteve compromissos firmados em contratos longos. A diretoria aposta em:
- Receita de matchday – média de 36 mil torcedores por jogo no Mineirão em 2025;
- Direitos de TV – distribuição estimada em R$ 180 mi na temporada, alavancada por performance em competições continentais;
- Ativos de mercado – vendas pontuais de atletas formados na base para equilibrar fluxo de caixa.
Comparativo: Atlético-MG x Grêmio em 2026
Enquanto o Galo projeta gastar R$ 10 mi/mês, o Grêmio trabalha com aproximadamente R$ 8 mi/mês, estratégia considerada “custos controlados” dentro do planejamento gaúcho. A diferença de 25% na folha indica:
- Maior pressão por títulos no Atlético-MG para justificar a despesa;
- Necessidade de profundidade de elenco para calendário de Libertadores – competição que o Grêmio não disputará em 2026.
Raio-X dos principais contratos
| Jogador | Idade | Contrato até | Salário estimado (R$) |
|---|---|---|---|
| Hulk | 39 | dez/2026 | 2,0 mi/mês |
| Guilherme Arana | 29 | dez/2027 | 1,1 mi/mês |
| Otávio | 31 | dez/2026 | 900 mil/mês |
| Paulinho | 25 | dez/2028 | 850 mil/mês |
| Everson | 35 | dez/2026 | 700 mil/mês |
Valores aproximados, sem considerar bônus por metas individuais ou coletivas.
Imagem: Pedro Souza
Impacto no planejamento esportivo de 2026
A folha robusta respalda a expectativa de retorno ao protagonismo após a queda de rendimento em 2025, quando o time terminou o Brasileiro na 7ª posição e sofreu 45 gols – a pior marca desde 2019. Com Domínguez, a direção trabalha três pontos-chave:
- Consolidação defensiva – média de 1,18 gol sofrido/jogo em 2025 precisa cair para abaixo de 1,0;
- Renovação gradual – contratos longos dão segurança, mas forçam transição de veteranos sem elevar a folha;
- Aproveitamento da base – cada titular oriundo da Cidade do Galo gera economia anual estimada em R$ 6 mi em salários e encargos.
Para o torcedor, entender a composição dos vencimentos ilustra o tamanho do investimento e a margem de manobra do clube diante do Fair Play Financeiro da CBF, que entra em vigor integral em 2027.
No curto prazo, o Atlético-MG precisa traduzir o alto custo em desempenho logo no Campeonato Mineiro e na fase prévia da Libertadores. A performance dessas primeiras competições tende a ditar eventuais ajustes na folha – seja por renegociações, empréstimos ou novas contratações – e definirá se o Galo conseguirá equilibrar contas e ambição esportiva a partir do segundo semestre.
Com informações de Portal do Gremista